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Pelo segundo ano, Entrada dos Palmitos acontece em carreata

Foi com um tempo nublado e chuvoso que a Entrada dos Palmitos da Festa do Divino Espírito Santo 2021 teve início na manhã deste sábado (22), em Mogi das Cruzes. Partindo às 10 horas da Capela Santa Cruz – na Rua Doutor Ricardo Vilela, no Centro – o desfile, que pelo segundo ano seguido foi […]

Por O Diário
22/05/2021 12h50, Atualizado há 63 meses

Foi com um tempo nublado e chuvoso que a Entrada dos Palmitos da Festa do Divino Espírito Santo 2021 teve início na manhã deste sábado (22), em Mogi das Cruzes. Partindo às 10 horas da Capela Santa Cruz – na Rua Doutor Ricardo Vilela, no Centro – o desfile, que pelo segundo ano seguido foi adaptado a uma carreata por conta da pandemia do novo coronavírus, foi até a Catedral de Santana. De lá, os carros partiram para as entidades, aonde serão doados os alimentos e o Afogado da Caridade.

Durante o evento, a festeira Cícera Alecxandra de Oliveira Margarido se disse confiante para a volta das aglomerações nas festividades de 2022. Ela conta que, logo quando a quarentena teve início, ainda no ano passado, a esperança era de que fosse por um período breve e que até mesmo por isso os organizadores demorara a anunciar os novos moldes da festa. Agora, ela acredita que até o final deste ano, a população estará vacinada, possibilitando que o próximo evento aconteça normalmente.

“Este é um momento de agradecer por estarmos aqui, diante de tantos devotos que perdemos, diante de tantas pessoas que se foram. Mas podemos dizer que não é um momento de plena felicidade, porque nós gostaríamos muito de ter e sentir todas as pessoas ali em volta, sorrindo, felizes, porque a Entrada dos Palmitos é um momento cultural, folclórico da festa, de agradecimento de toda nossa colheita”, comentou.

Como esta é a segunda vez que a Entrada dos Palmitos precisou ser adaptada, a festeira ressalta que, neste ano, foi possível trazer mais elementos do evento, mesmo que de maneira simbólica. A Charola dos Alimentos, por exemplo, foi substituída no desfile por uma caminhonete que carregava os alimentos arrecadados na Carreata Solidária, realizada de 16 de abril a 12 de maio, e que percorreu vários bairros da cidade, arrecadando pouco mais de oito toneladas. Também estiveram presentes o carro das Bandeiras e o carro que levou a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

“De certa forma, a gente trouxe um pouquinho da Entrada dos Palmitos, colocando nessa nova realidade e, então, a gente tem de tudo um pouco. A gente tem os palmitos, tem a decoração com as folhas das palmeiras e, em vez de procissão sairemos em carreata, então, de uma maneira, com a realidade que nós vivemos, a gente conseguiu ainda fazer alguma coisa”, ressaltou Cícera Alecxandra.

O desfile chegou até a Catedral de Santana, no Centro de Mogi, e foi recepcionado pelo orientador espiritual da Festa do Divino, o padre João Paulo da Silva. Ele fez uma breve oração ao lado de fora da igreja, aonde alguns devotos acompanhavam a cerimônia. Lá, os fiéis também puderam receber as mudas de palmito, que foram distribuídas próximo ao carro dos alimentos.

Ainda na Catedral, em frente à igreja, mestres e capitães de seis grupos de congada entoaram seus tradicionais cânticos, e também receberam a benção do padre. O berranteiro Regis Vilas Boas fez o toque do berrante. Os grupos foram: Congada de Santa Efigênia, Congada Batalhão Nossa Senhora Aparecida, Congada São Benedito do Conjunto Santo Ângelo, Congada São Benedito Coração de César de Souza, Congada Divino Espírito Santo e Moçambique Capela de Santa Cruz do Botujuru.

O padre também acompanhou a carreata, que seguiu para a Associação Beneficente Onde Moras (Abomoras), no Socorro, e na sequência para o Instituto Pró+Vida, na Vila São Sebastião. Por conta da chuva, os integrantes precisaram se dividir e o os capitães de mastro Maurimar Batalha e Roberta Fadoni Batalha, foram para o primeiro ponto, enquanto os festeiros, Cícera Alecxandra e Mauro de Assis Margarido, para o segundo.

“Neste momento acabamos de abençoar os alimentos e, de certa forma, é um momento simbólico, porque milhares de pessoas estariam conosco neste dia. Uma parcela, representada pelos idosos e nossos irmãos em situação de rua, e que vão receber os afogados, foram abençoados. Nós pedimos a benção de Deus sobre os alimentos, reconhecendo a sua bondade para conosco e nós abençoamos para que nossos irmão possam receber como presente de Deus, porque mesmo em situações limites, Deus nunca esquece daqueles que mais necessitam, basta que tenham fé”, destacou o orientador espiritual.

Esta também foi a segunda vez que os organizadores do evento religioso inseriram na programação o Afogado da Caridade, em alusão ao Afogado do Povo. A receita foi preparada nesta sexta-feira (21), à noite, na cozinha da Associação Pró-Festa do Divino, no Mogilar, pela equipe do coordenador do afogado da festa, Cláudio França. Foram preparados 200 pratos, com os tradicionais ingredientes: carne, batata, tomate, cebola, pimentão, jiló, salsão, salsinha e temperos.

“De novo nós conseguimos fazer o Afogado Solidário, que é o mais importante, porque o que aconteceu nesta festa é que trabalhamos sempre com o tema caridade e hoje nada melhor do que fazer o Afogado Solidário como representação disso tudo. O que seria o afogado do Povo será para o povo, mas aquele povo que mais precisa neste momento”, disse a festeira, relembrando o tema da Festa de 2021, que é “Divino Espírito Santo, Fortalecei-nos na caridade e Conduzi-nos à Santidade”.

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