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Pessoas nas ruas e sem máscara; veja fotos do primeiro dia de “fase crítica”

A “fase crítica” não foi suficiente para zerar o movimento de pessoas nas ruas de Mogi das Cruzes, mas contribuiu para que o fluxo diminuísse. Neste primeiro dia de restrição, ainda que as ruas não estivessem lotadas, a reportagem de O Diário flagrou aglomerações e pessoas com a máscara no queixo, o que não protege […]

Por O Diário
22/03/2021 17h46, Atualizado há 65 meses

A “fase crítica” não foi suficiente para zerar o movimento de pessoas nas ruas de Mogi das Cruzes, mas contribuiu para que o fluxo diminuísse. Neste primeiro dia de restrição, ainda que as ruas não estivessem lotadas, a reportagem de O Diário flagrou aglomerações e pessoas com a máscara no queixo, o que não protege contra o novo coronavírus.

É preciso reconhecer, porém, que algumas das vias, como as que formam os “calçadões” da área central da cidade, a exemplo da Flaviano de Melo, estavam vazias. Mas outras, como a Dr. Deodato Wertheimer, apresentavam volume normal de pessoas a pé. E ainda há aquelas que seguiram com fluxo normal de carros, como a avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, a “avenida dos bancos”.

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Em outros endereços, como no Largo do Rosário, a “fase crítica” não impôs medo. Sentados um ao lado do outro, sem o devido distanciamento social, vários idosos conversavam. Alguns fumando, alguns com máscara, outros sem. Além disso, houve fila na porta de uma agência dos Correios e pessoas paradas em frente a fachadas de comércios, o que indica o funcionamento não permitido com portas semi-abertas.

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Dentre as novas restrições está a proibição de circulação de pessoas durante todo o dia, e também acesso mais restrito a supermercados, que podem receber apenas um cliente a cada 20 metros quadrados. Pelo menos no Mercado Municipal estas regras parecem ter surtido algum efeito.

Com o piso superior todo fechado, já que as lojas de lá são consideradas “não essenciais”, houve movimentação moderada entre as quitandas, hortifrútis e mercearias do pavilhão térreo.

Para Sidney Cabral Barbosa, gerente de uma adega e loja de laticínios que funciona no “Mercadão”, o movimento desta segunda-feira (22) foi “bem menor do que o habitual”. Ele percebeu, porém, que aqueles que foram presencialmente estavam mais preocupados. “As pessoas foram mais objetivas e já sabiam o que iam pegar”, diz.

Gerente de uma mercearia também instalada no endereço, Diego Garcia concorda, tanto em relação ao menor fluxo de clientes quando ao foco dos que apareceram. “Já estávamos esperando uma queda mesmo. O pessoal está sabendo sobre os leitos de UTI e estão mais assustados”, afirma.

Desde o ano passado, ele implantou o sistema de atendimento via delivery, mas não aposta nesta modalidade para manter o nível de faturamento. “Ajuda um pouquinho, mas o pessoal não está tão acostumado sobre vendas online. Ainda gostam dever pessoalmente, escolher produtos, ter um bom atendimento presencial”, argumenta ele, que registrou, nesta segunda (22) saída principalmente de itens essenciais, como feijão, arroz e óleo.

Ainda segundo Diego, entre os lojistas vigora uma espécie de “regra não escrita”. É preciso “atender e cobrar” de maneira rápida, para evitar aglomerações.

Outro segmento considerado “essencial”, e que portanto pode abrir, são as farmácias. Fabiano Deodato, gerente de uma instalada na rua Dr. Ricardo Vilela, na área central da cidade, avalia que com a “fase crítica” o movimento caiu em cerca de 10%.

Quem buscou medicamentos neste primeiro dia de regras mais duras foram os jovens, de acordo com ele. “Os mais velhos pediram por telefone, mas coisas de rotina normal, como perfumaria e remédios. Nada relacionado a Covid-19”.

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