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Petição online contra pedágios em Mogi está próxima de bater meta

Uma petição online organizada pelo movimento Pedágio Não, que desde 2021 organiza ações contra a instalação de praças de cobrança em Mogi das Cruzes e região propostas pelo Governo do Estado, está proxima de alcançar duas mil assinaturas, a meta estabelecida pelos organizadores.  Até o começo da tarde desta quinta-feria (10), o documento que será […]

Por O Diário
10/08/2023 14h23, Atualizado há 35 meses

Uma petição online organizada pelo movimento Pedágio Não, que desde 2021 organiza ações contra a instalação de praças de cobrança em Mogi das Cruzes e região propostas pelo Governo do Estado, está proxima de alcançar duas mil assinaturas, a meta estabelecida pelos organizadores. 

Até o começo da tarde desta quinta-feria (10), o documento que será encaminhado ao governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), possuia 1.879 assinaturas digitais. O governo prevê o estabelecimento de três pontos de cobrança no modelo ‘free flow’ nas proximidades de Mogi, sendo uma no trecho da cidade na Mogi-Dutra, outro em Arujá e um em Bertioga. 

LEIA TAMBÉM: Comércio de Mogi protesta contra o pedágio na Mogi-Dutra com faixa e ato na ACMC

“A possibilidade de instalar um pedágio na rodovia Mogi-Dutra foi debatida por mais de dois anos na Gestão Dória/Garcia. Tendo a execução refutada após sucessivas manifestações promovidas pela sociedade civil, disputas judiciais, além do posicionamento contrário de dezenas de Deputados Estaduais, Federais, Vereadores e do Prefeito Caio Cunha”, lembra texto que embasa o abaixo assinado. 

Representantes do grupo, como o líder Paulo Boccuzzi, já prometeram “fazer barulho” e ir até o fim contra a proposta, se necessário indo em peso para a consulta pública organizada pelo Estado. 

Narizes vermelhos de plástico, como os comumente utilizados por palhaços, devem ser adotados por integrantes do Movimento Pedágio Não na audiência que o Governo do Estado promete agendar para discussão da retomada dos estudos que prevê implantação de cobrança pela circulação de motoristas na rodovia Mogi-Dutra. A consulta será na próxima sexta-feira, dia 18 de agosto.

Boccuzzi ressaltou que a petição é apenas uma das várias ações planejadas pelo movimento Pedágio Não nas próximas semanas. Além dessa iniciativa, eles pretendem realizar outros atos para reforçar a luta contra a cobrança.

O Pedágio Não realizou em 2021 uma série de protestos em forma de carreata e passeata, além de abaixo-assinado com adesões de moradores, lideranças e representantes de vários segmentos da sociedade de Mogi e demais cidades do Alto Tietê.

Vai e vem do pedágio

O presidente do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), Caio Cunha (PODE), prefeito de Mogi, solicitou oficialmente ao Estado nesta segunda-feira (07) a transferência para Mogi das Cruzes da audiência pública que vai discutir o projeto de Concessão Patrocinada das Rodovias do Litoral Paulista, que prevê a implantação de três praças de cobrança pelo sistema free flow nas Rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.

Até esta tarde o local da consulta continuava em São Paulo. No último sábado (5), durante visita a Suzano, porém, o governador contou para O Diário que não enxergava problemas em alterar o local da consulta. 

Em ofício direcionado ao diretor presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), Marcus Vinicius Vaz Bonini, e ao secretário de Estado de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, o presidente do CONDEMAT pede a transferência da Audiência Pública nº 01/2023 para a cidade de Mogi das Cruzes para possibilitar a maior participação de representantes dos governos e da população de toda a região e, desta forma, atender plenamente o princípio de uma audiência pública, conforme previsto na Constituição.

No ofício, Caio argumenta que a realização da referida audiência na Capital de São Paulo, às 10h00, torna inviável a participação popular, visto a necessidade de deslocamento para uma localidade de difícil acesso em razão do trânsito e lotação no transporte, e também por se tratar de um horário em que a maioria da população está em expediente de trabalho. Essa última condição também inviabiliza a participação virtual de uma parcela significativa, como é a outra opção colocada pela Arsesp.

O Diário tem publicado diariamente reportagens sobre o tema. Mais detalhes sobre o projeto previsto para Mogi poderão ser vistos em reportagem que será publicada neste sábado (12). 

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