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Plano de contingência de enchentes abrangerá famílias da Vila São Francisco

Com a proximidade do verão, estação do ano marcada pelo período de chuvas mais constantes e intensas, além de possibilidades de alagamentos de áreas da cidade, a Secretaria Municipal de Assistência Social prepara o Plano de Contingência de Enchentes, que deverá incluir as famílias que ocupam a área da Vila São Francisco, em Braz Cubas. […]

Por O Diário
20/10/2021 10h53, Atualizado há 58 meses

Com a proximidade do verão, estação do ano marcada pelo período de chuvas mais constantes e intensas, além de possibilidades de alagamentos de áreas da cidade, a Secretaria Municipal de Assistência Social prepara o Plano de Contingência de Enchentes, que deverá incluir as famílias que ocupam a área da Vila São Francisco, em Braz Cubas.

Segundo a responsável pela pasta, Celeste Gomes, a secretaria tem tentado buscar intervenções conjuntas junto à comunidade em uma série de ações com outras secretarias, principalmente a de Desenvolvimento Econômico e Social.

“O espaço é bem inadequado. Tivemos o laudo da Defesa Civil que apontou que essas famílias não teriam como estar sobrevivendo neste local com dignidade, até porque teremos pela frente a operação verão, com vários períodos de chuvas intensas na cidade. Por conta das moradias serem precárias e tratarem-se de barracos de madeira, estamos bem preocupados com o período de chuvas que vem aí. Nos próximos meses, estaremos nos preparando com o plano de contingência para atendimento das famílias que poderão ser vitimizadas por conta das enchentes”, explica.

De acordo com Celeste, a Secretaria se mobiliza com o objetivo de ofertar local adequado para acolhimento deste grupo, que inclui 120 crianças. “Não são moradias, porque não temos estas moradias para disponibilizar a estas famílias. Caso ocorra uma determinação judicial, estaremos recebendo estas famílias nos serviços de acolhimento institucional da cidade e também propiciaremos, àquelas que assim desejarem, o retorno para o seu domicílio de origem, porque conhecemos algumas realidades de pessoas que possuem moradias, inclusive na cidade, e estamos com esta possibilidade de atendimento e apoio para que retornem a seus domicílios”, acrescenta.

Celeste conta que a Secretaria de Assistência Social ofertou alimentação, por meio de distribuição de cestas básicas, cobertores e inseriu algumas famílias no programa quitanda social – que distribui alimentos adquiridos de agricultores locais para famílias mogianas em situação de vulnerabilidade -, mas avalia que as medidas ainda são insuficientes, já que se trata se uma demanda habitacional.

“Entendemos que o local ocupado é extremamente vulnerável e não condiz com a situação que estas famílias merecem estar morando. A Assistência Social oferta proteção social a estas famílias para que ninguém fique na rua. Sabemos da situação desencadeada pela pandemia, estamos saindo de uma crise, com famílias extremamente vulneráveis em razão do desemprego e também da ausência de recursos, e vamos tentar, de todas as formas, ofertar uma acolhida para estas pessoas. Ninguém vai ficar na rua”, garante a secretária.

Embora a Justiça tenha dado prazo para saída voluntária das famílias – estimadas em 270 pelo Movimento Ocupa Mogi, que desde o dia 6 de março deste ano chegou à área de 94 mil metros quadrados pertencente à Prefeitura de Mogi, mas cuja posse está com a empresa Trefiltubo Trefilação Mogi Ltda. – o grupo não pretende deixar o local.

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