Prefeita visita a Câmara de Mogi e reforça necessidade de parceria entre os poderes
A prefeita em exercício de Mogi das Cruzes, Priscila Yamagami Kähler (PODE), participou na tarde desta terça-feira (2), da primeira sessão realizada pela Câmara Municipal após o recesso parlamentar de julho. Ela foi dar as boas-vindas, reforçar a importância da parceria e união entre os poderes e falar sobre projetos importantes para a cidade neste […]
02/08/2022 18h31, Atualizado há 47 meses
A prefeita em exercício de Mogi das Cruzes, Priscila Yamagami Kähler (PODE), participou na tarde desta terça-feira (2), da primeira sessão realizada pela Câmara Municipal após o recesso parlamentar de julho. Ela foi dar as boas-vindas, reforçar a importância da parceria e união entre os poderes e falar sobre projetos importantes para a cidade neste segundo semestre de 2022, entre eles, as propostas para acabar com o fura fila na Saúde e Educação, além de trabalhos que a gestão vem executando na área de saneamento e habitação.
Acompanhada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Gabriel Bastianelli, e o adjunto da pasta de Governo, Rubens Pedro, Priscila fez o seu pronunciamento logo após a abertura da sessão e disse que estava “emocionada”, não apenas por estar falando como a prefeita da cidade, mas também por representar a única mulher ocupar esse cargo na cidade.
“É muito simbólico e importante abrir essa sessão. É uma honra. Estou emocionada e com frio na barriga de emoção em poder estar nessa Casa importante e representativa para a cidade como prefeita, a primeira da cidade”, disse ela, antes de cumprimentar nominalmente cada vereador.
Como primeira mulher a assumir o cargo, o que considera “um momento histórico”, Yamagami destacou a responsabilidade que isso representa e aproveitou o espaço para encorajar outras mulheres a ocupar os espaços na política. “São esses olhares complementares que fazem diferença junto com os vereadores, prefeito e secretários nas gestões”, frisou, ao observar que atualmente são três vereadoras na Câmara e 10 titulares no primeiro escalão na Prefeitura.
Segundo ela, é necessária maior sincronia, “muita cooperação e união” entre os poderes para que a cidade possa ter um segundo semestre produtivo pela frente. “Nada faz sentido se não andarmos de mãos dados, trabalhando com cooperação para quem vive a cidade. Essa é a expectativa da população”.
Ela enumerou também alguns projetos que serão discutidos no segundo semestre, como a regularização da Lei de Acesso à Informação (LAI), as duas matérias em tramitação pelas comissões ordinárias da Câmara para dar maior transparência e acabar com o Fura Fila na Saúde e Educação, com a divulgação das listas de espera por consultas, exames e vagas em escolas. “São pautas importantes que vamos trabalhar”, disse.
Na área de Assistência Social, reforçou o projeto sobre banco de alimentos para contribuir com as famílias em situação de vulnerabilidade, que ainda sofrem nesta fase da pandemia da Covid-19 e chegada de outras patologias, como a varíola dos macacos, que já soma 11 casos na região, sendo três em Mogi.
“A gente sabe como torna sensível a questão socioeconômica da população e por isso temos que falar sobre banco de alimentos”, enfatizou.
Outro assunto que deve ser priorizado pela gestão envolve as questões ligadas a primeira infância, tema que vem sendo tratado pelo prefeito Caio Cunha (PODE) nesse período de viagem aos Estados Unidos para fazer um curso sobre esse tema em Harvard. Ela alega que o chefe do Executivo, que retorna no próximo dia 4, deve aplicar esses aprendizados em educação, saúde, entre outros setores ligados ao tema.
As ações na área de sustentabilidade também foram citadas por Priscila ao destacar o investimento de R$ 12 milhões em obras de saneamento no Parque das Varinhas e a implantação da rede de esgoto Botujuru, obras que, segundo ela, vão impactar na qualidade de vida dos moradores dessas localidades.
Priscila destacou ainda o programa de moradias, com a abertura do cadastro habitacional e os investimentos anunciados pelo Governo do Estado para o programa de reforma das casas de moradores de Jundiapeba, Vila Nova União, “uma forma de levar qualidade de vida, melhor infraestrutura e instalações e elevar a autoestima aos mogianos”.
Por fim, voltou a reforçar a necessidade de diálogo e o trabalho em conjunto. “Temos que servir juntos, o próximo. A filosofia que ouvi nesta semana: olhar para o problema e equalizar oportunidades para todos”, afirmou. Sugeriu uma corrente do bem, “o olhar ao próximo com mais amor, empatia e compaixão”.
Reação
A participação da prefeita em exercício na abertura dos trabalhos legislativos foi rápida. Durpu apenas 20 minutos. O presidente da Casa, Marcos Furlan (PODE), que foi quem fez o convite, explicou que ela já tinha outras agendas inadiáveis e não poderia ficar por muito tempo.
Por esse motivo, nenhum parlamentar pode se manifestar após a fala dela. Isso incomodou o vereador Iduigues Martins (PT), que reclamou da falta de espaço para debater políticas públicas e projetos para a cidade. Ele alega que o mesmo aconteceu em outras oportunidades quando a visita foi feita por Caio Cunha.
“Pelo segundo ano o Executivo vem aqui e nunca dá para os vereadores discutirem e argumentar em cima do que diz o prefeito. Já aconteceu o mesmo com Caio Cunha e agora volta a acontecer com a Priscila. Manifesto a minha contrariedade porque isso é fugir do debate neste plenário. Lamento por isso, especialmente porque o assunto é falta de políticas públicas em diversos setores”, reforçou o petista.
Pauta do Dia
Na primeira sessão após os 15 dias de recesso do mês de julho, foram incluídos apenas dois projetos na pauta de votação. Um de autoria do Vereador Juliano Malaquias Botelho, referente a título honorífico ao maestro Lelis Gerson Felício dos Reis. O outro do Vereador Carlos Lucareski, sobre outorga de Titulo Honorífico de “Honra ao Mérito” à Igreja Evangélica Pentecostal Assembleia de Deus Comunhão e Adoração.
Foi aprovada ainda uma moção em apoio à Cultura da cidade, citando o evento realizado no final de semana de “Desvirada Cultural”, com pedido de maior incentivo e investimentos ao setor.