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Alerta falso de terremoto emitido pelo Google assusta internautas nesta madrugada

Defesa Civil informou, em nota, que não emitiu nenhuma mensagem referente ao assunto e que, até o momento, não há registros de tremores no estado

Por Ana Lívia Terribille
14/02/2025 09h46, Atualizado há 14 meses

Moradores de diferentes cidades de São Paulo relataram ter recebido a notificação | Foto: Reprodução

Um alerta do Google sobre um possível terremoto no mar, de magnitude entre 4,2 e 5,5, a 55 km de Ubatuba, no litoral de São Paulo, enviado para celulares com sistema operacional Android, assustou moradores do Alto Tietê, da capital paulista e do Rio de Janeiro na madrugada desta sexta-feira (14).

A Defesa Civil informou, em nota, que não emitiu nenhum alerta de terremoto e que, até o momento, não há registros de tremores no estado. O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) também não identificou nenhuma atividade sísmica na região.

“Segundo o Centro de Sismologia da USP não foi registrado nenhum terremoto no estado de SP nesta madrugada. Não há nenhuma ocorrência relacionada com terremoto em atendimento”, afirma o comunicado.

Relatos de moradores

Moradores de diferentes cidades relataram ter recebido a notificação. Uma moradora de Suzano disse que inicialmente não deu atenção ao alerta, mas, ao ver comentários nas redes sociais, resolveu buscar informações oficiais. “Quando percebi a mensagem, procurei uma resposta da Defesa Civil, e eles já tinham informado que não houve terremoto”, contou. Ela afirmou que não ficou com medo, pois logo percebeu que se tratava de um erro.

Já um morador de Mogi das Cruzes relatou que recebeu a mensagem, mas não se preocupou. “Eu fiquei tranquilo. Vi que tinha sido umas 2h e não senti nada, então já imaginei que não era nada demais”, disse.

Na capital paulista, uma família da Vila Matilde também foi surpreendida pelo alerta. “Acordamos e ficamos surpresos, mas sabemos que a probabilidade de um terremoto no Brasil é muito baixa. Então já estávamos rindo, acreditando que fosse um erro”, relataram.

Por outro lado, uma moradora de Itaquera disse que se assustou com a notificação. “Achei bem estranho. Acordei com o alerta e fiquei pensando nisso depois.”

O alerta foi enviado por volta das 2h20, e a magnitude do suposto terremoto variava entre 4,2 e 5,5.

Google também enviou orientações

Além do alerta, o Google enviou recomendações sobre como agir em caso de terremoto, como usar sapatos antes de se deslocar, verificar o fornecimento de gás e evitar construções danificadas.

Embora terremotos não sejam frequentes no Brasil, o país não está totalmente imune ao fenômeno. Segundo especialistas, os tremores costumam ocorrer em regiões próximas às bordas das placas tectônicas. O Brasil, por estar localizado no centro da Placa Sul-Americana, apresenta menor atividade sísmica, mas pode registrar tremores causados por falhas geológicas ou sentir reflexos de abalos ocorridos em países vizinhos, como o Chile.

O que diz o Google

Em nota, o Google explicou que o Sistema Android de Alertas de Terremoto é uma ferramenta complementar que utiliza sensores dos celulares Android para estimar vibrações sísmicas e oferecer alertas, sem substituir sistemas oficiais. Segundo a empresa, o sistema detectou sinais em dispositivos próximos ao litoral de São Paulo e, por isso, disparou o alerta.

“Nós desativamos prontamente o sistema de alerta no Brasil e estamos investigando o ocorrido. Pedimos desculpas aos nossos usuários pelo inconveniente e seguimos comprometidos em aprimorar nossas ferramentas”, informou a empresa.

Histórico de erros

Não é a primeira vez que o Google comete erros desse tipo. Na semana do Natal, a plataforma exibiu cotações erradas do dólar comercial, indicando valores entre R$ 6,34 e R$ 6,38, quando, na realidade, a moeda era negociada a R$ 6,15. O erro fez com que a empresa retirasse a conversão automática e passasse a redirecionar os usuários para sites oficiais, como o do Banco Central do Brasil.

O mesmo problema já havia ocorrido em novembro de 2024. Em resposta, o Google afirmou que os dados em tempo real exibidos na busca são fornecidos por terceiros, como a Morningstar, empresa de Chicago especializada em informações financeiras.

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