Prefeitura de Mogi avança com pedido de financiamento para concluir a Perimetral
A Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou que acontece nesta terça-feira (15) uma reunião técnica sobre o pedido de financiamento para obras no anel viário, um sistema iniciado com o primeiro trecho da via perimetral, na avenida Pedro Romero, entre César de Souza e Rodeio, em 1987, quando era Antonio Carlos Machado Teixeira era prefeito, […]
14/03/2022 15h09, Atualizado há 53 meses
A Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou que acontece nesta terça-feira (15) uma reunião técnica sobre o pedido de financiamento para obras no anel viário, um sistema iniciado com o primeiro trecho da via perimetral, na avenida Pedro Romero, entre César de Souza e Rodeio, em 1987, quando era Antonio Carlos Machado Teixeira era prefeito, e concluída por Waldemar Costa Filho, que assumiu a gestão no ano seguinte..
As ações para obter a liberação dos recursos financeiros pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) estavam sendo realizadas há alguns anos, ao mesmo tempo que governo municipal buscou o financiamento para o Viva Mogi (o antigo Mogi + Ecotietê).
Segundo a Secretaria Municipal de Transparência e Comunicação, amanhã acontecerá o primeiro de três encontros técnicos para apresentar e debater o projeto. O pedido de recursos para a execução dos projetos é de cerca de R$ 330 milhões, segundo ifnorma a Prefeitura.
História
Ha alguns anos, a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano atua na busca do recurso financeiro que tornará possível a realização do antigo e atrasado projeto para transformar e desenvolver o eixo formado por terrenos no entorno da região que abrigará o traçado do anel viário, interligando as três rodovias – Mogi-Bertioga, Mogi-Salesópolis e Mogi-Guararema, atravessando bairros como Vila da Prata, Caputera, Socorro e César de Souza.
A Perimetral foi construída em partes, abrangendo os bairros do Rodeio, Ponte Grande, Volta Fria, região central do Brasil, Vila Brasileira e as proximidades da Vila Moraes. Essa rota, hoje já saturada, teve início há 33 anos.
O traçado da via Perimetral foi idealizado em meados do século passado, em um dos primeiros planos Diretor da cidade, tendo o engenheiro Jamil Hallage como um de seus principais arquitetos e defensores. Após Machado, que iniciou essa obra, e Waldemar Costa Filho, que tomou posse em 1989 e deu continuidade aos serviços, os demais prefeitos concluíram etapas da via. Junji Abe (20101-2008), foi quem terminou o trecho entre Braz Cubas (onde está o viaduto Argeu Batalha) até a Mogi-Bertioga.
O anel viário buscou oferecer uma ligação para os carros, com tráfego mais rápido, para retirar parte do trânsito da região central.
Porém, a velocidade das obras e o dinheiro nos cofres municipais para bancá-la não acompanharam o ritmo do crescimento urbano de Mogi das Cruzes, que possui hoje uma frota de carro com mais de 250 mil veículos, além de receber um grande número de carros e caminhões de outras localidades.
Um dos planos para a mobilidade, inclusive, já indicou a necessidade de um segundo anel viário (claro, apenas indicou a solução).
Impulso a César
O Diário já detalhou esses planos em reportagens que buscavam saber o que todos esperam: a conclusão do anel viário. Outras obras tiveram prioridade deste o últmo metro de asfalto ali instalado.
No ano passado, a aprovação de uma carta consulta no Ministério das Cidades para a conclusão do anel viário foi o primeiro passo para a Prefeitura se candidatar ao financimento e voltou a tratar do assunto.
Essa carta consulta avaliza as contas públicas municipais – requisito para a solicitação de financiamento dessa envergadura.
Esse processo, aliás, foi o mesmo iniciado pela administração do ex-prefeito Marco Bertaiolli e tocado por Marcus Melo, e que determinou a aprovação do Viva Mogi, um complexo de obras viários e de saneamento básico e meio ambiente que já possui recursos para ser executado.
Nesse mesmo pacote da Perimetral, como anunciado anteriormente, estariam planos para a construção, entre outras coisas, de um terminal de ônibus no distrito de César de Souza.
O legado principal, no entanto, seria a conclusão do anel viário, com o desenvolvimento urbano de um grande perímetro hoje interligado por estradas precárias e com pouco adensamento urbano. Além, óbvio, do incremento de vias em César de Souza, distrito que já será beneficiado com novas avenidas previstas no Viva Mogi para descentralizar o escoamento dos veículos concentrados nas avenidas João XXIII e Francisco Rodrigues Filho.