Prefeitura de Mogi diz que “ainda não é possível adiantar detalhes” sobre troca de corpos
Cinco dias após a primeira reunião de uma comissão criada especialmente para apurar o que levou à troca dos corpos das vítimas de Covid-19 Ana Paula de Souza e Hélio do Carmo Silva, no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, no último dia 4, a Prefeitura de Mogi ainda não divulga informações sobre providências que […]
15/06/2021 15h26, Atualizado há 62 meses
Cinco dias após a primeira reunião de uma comissão criada especialmente para apurar o que levou à troca dos corpos das vítimas de Covid-19 Ana Paula de Souza e Hélio do Carmo Silva, no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, no último dia 4, a Prefeitura de Mogi ainda não divulga informações sobre providências que serão tomadas sobre o caso.
Após o encontro realizado na última sexta-feira (11), entre “representantes das secretarias municipais de Saúde, Governo e de Gabinete, assim como da Fundação do ABC, entidade responsável pela gestão do Hospital Municipal”, a administração municipal enviou uma nota nesta terça-feira (15) a O Diário, a pedido da reportagem.
“A comissão se reuniu para a análise prévia das primeiras informações, além de organizar os fluxos de trabalho. A referência jurídica para o processo também foi ordenada. Sobre o mérito, ainda não é possível adiantar detalhes, até mesmo porque as apurações estão nos estágios iniciais. Além disso, qualquer divulgação prévia pode comprometer o trabalho da sindicância”.
A instauração da sindicância foi prometida pela prefeitura no dia do ocorrido, mas só veio a acontecer no último dia 10. Os trabalhos da “comissão mista” são conduzidos pela Secretaria de Governo.
Embora a reportagem tenha perguntado repetidas vezes sobre as “medidas cabíveis” neste caso, este tema não foi esclarecido. O que a gestão municipal diz é que já foram exigidos “da entidade responsável pela gestão da unidade protocolos mais rígidos, independentemente das constatações que a sindicância possa indicar”.
Um caso, duas versões
Enquanto a entidade gestora do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, a Fundação do ABC, responsabiliza a funerária envolvida no caso, a Assibraff (Assistência Brasileira de Atendimento Funeral a Família) faz o contrário. Leia mais.