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Prefeitura inicia demolição de barracos desocupados na Vila São Francisco

Agentes da Prefeitura de Mogi das Cruzes iniciaram na manhã desta sexta-feira (3) uma operação para a demolição de imóveis e estruturas desabitadas na Vila São Francisco, onde deste março do ano passado, teve início uma das maiores e mais recentes ocupações de uma área muncipal que havia sido doada a uma empresa que, por […]

Por O Diário
03/06/2022 09h38, Atualizado há 50 meses

Agentes da Prefeitura de Mogi das Cruzes iniciaram na manhã desta sexta-feira (3) uma operação para a demolição de imóveis e estruturas desabitadas na Vila São Francisco, onde deste março do ano passado, teve início uma das maiores e mais recentes ocupações de uma área muncipal que havia sido doada a uma empresa que, por sua vez, não utilizou o espaço como acordado com a administração mogiana.

Por volta das 8 horas, agentes chegaram ao local, segundo um dos moradores, Luis Ricardo Alves, com máquinas e veículos para a destruição dos barracos.

Segundo ele, os agentes estariam impedindo a entrada de pessoas que haviam saído de casa para trabalhar. O receio é que essas casas, que estão sem moradores, hoje, sejam também demolidas. 

A ocupação da Vila São Francisco teve início há mais de um ano, e possui hoje, segundo Luis, 327 casas ocupadas.

A Prefeitura obteve, há alguns dias, decisão favorável à demolição das estruturas sem moradores. Já o retirada das famílias está na dependência, também segundo uma decisão judicial, de o governo municipal encontrar uma solução para a moradia destas famílias.

Prefeitura

Por meio de nota, a Prefeitrura informou que procede o “desfazimento” de estruturas desabitadas e aguarda autorização judicial para retirar as famílias de toda a área, com a oferta de abrigo provisório aos moradores.

Segundo balanço da gestão municipal, ha 193 barracos ocupados – um número que difere do apresentado por lideranças da ocupação..

Servidores públicos já haviam se dirigido ao local e conversado com moradores para avisar sobre o cumprimento dessa ordem judicial dada pelo juiz Bruno Machado Miano, da Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes (confira reportagem).

A Prefeitura tem defendido a desocupação voluntária do espaço, com o argumento de que a moradia no local, sem acesso à rede de água, esgoto e energia, é imprópria.

Nas últimas semanas, a Prefeitura, por meio de secretarias como as de Segurança Pública e Planejamento e Urbanismo ampliaram o combate a ocupações irregulares na cidade.

Outros cumprimentos de decisões judiciais estão para serem efetivados nas próximas semanas em outros bairros da cidade, como o Jardim Santos Dumont III.

 

 

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