Professora e militante Mari Mendes, de Mogi, ganha homenagens
Há 15 dias, chocou Mogi das Cruzes a notícia sobre a morte de Marilene Maria da Silva Mendes, conhecida como Mari. Além de professora da rede municipal de ensino, ela era militante da Resistência/PSOL e da Resistência Feminista. Teve um mal súbito e faleceu em casa. Nesta quarta-feira (1º de dezembro), faria 42 anos. Por […]
01/12/2021 15h27, Atualizado há 57 meses
Há 15 dias, chocou Mogi das Cruzes a notícia sobre a morte de Marilene Maria da Silva Mendes, conhecida como Mari. Além de professora da rede municipal de ensino, ela era militante da Resistência/PSOL e da Resistência Feminista. Teve um mal súbito e faleceu em casa. Nesta quarta-feira (1º de dezembro), faria 42 anos.
Por isso no sábado (4), a Casa do Jequitibá, espaço cultural recém inaugurado no Centro da cidade, terá programação especial. Para celebrar o aniversário de Mari Mendes, às 17 horas haverá um baque de maracatu no Largo Bom Jesus. Na sequência, às 18 horas, já no interior do espaço, ocorre a apresentação de um vídeo sobre ela, e às 20 horas Rui Ponciano e Paulo Betzler fazem o show. Leia mais.
Mari, que tinha tinha pressão alta, sofreu um mal súbito e chegou a enviar uma mensagem dizendo sentir-se mal, mas não resistiu até a chegada do socorro. Ela morava com a filha Ana Rosa, 12 anos, que estava com o pai, em São Bernardo do Campo, na região do ABC.
Algumas das bandeiras por ela defendidas eram o feminismo, o antirracismo, LGBTQIA+ e, sobretudo, “pautas como transversais da luta por um Brasil e mundo sem exploração e opressão, a luta socialista”.
Deixa saudades
A trajetória militante de Mari Mendes começou no início dos anos 2000, no PSTU. Desde 2017 ela fazia parte da Resistência, sendo uma das cofundadoras do Ex-MAIS. O portal “Esquerda Online” publicou uma homenagem à ela, considerada “revolucionária, mulher negra que abraçou com ardor a causa da libertação de nosso povo e sempre se colocou à frente de organizar a luta contra a opressão machista, a luta pela emancipação das mulheres trabalhadoras, negras em sua maioria, se tornando uma referência importante para o movimento feminista em Mogi das Cruzes”.
No texto, fica claro que “o compromisso intransigente de Mari com a luta das mulheres a transformou não apenas numa referência política, mas num ponto de apoio concreto para as mulheres que conviviam com ela e contaram com seu apoio”.
Outra homenagem foi publicada pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). “Em 2000, ela já estava no partido e, ‘sem pedir licença’, como era típico de sua personalidade sempre aguerrida, foi se construindo como uma militante socialista e revolucionária exemplar. Dedicada aos estudos, abraçou tarefas de formação; mulher negra e consciente, se integrou às nossas secretarias formadas por estes setores; militante incansável, se dedicou à organização da classe trabalhadora, da juventude, e, acima de tudo, à construção do partido para além da região em que residia, como Mogi das Cruzes, onde também trabalhou nos últimos anos”.
Foi aqui, em território mogiano, que Mari se descobriu uma “professora apaixonada e dedicada”. E foi aqui que ela “abraçou a militância sindical”. Mas, nada disso faria sentido se “a cada passo, em cada embate”, não levantasse “bem alto as bandeiras da luta contra o machismo, o racismo e a LGBTIfobia, temas que sempre estiveram no centro de suas preocupações e atividades, assim como uma profunda consciência sobre a importância do internacionalismo”.
Nesse ponto, vale repetir a nota emitida pelo Fórum Mogiano LGBT e já publicada anteriormente por O Diário: “Mulher de luta e garra, integrante do coletivo Fórum de Mulheres Filhas da Luta, uma grande companheira dos movimentos sociais de defesa dos direitos humanos com destaque a luta feminista, antirracista e dos direitos da população LGBTI+, da defesa da educação pública e de qualidade, e de uma sociedade justa e igualitária. Os nossos profundos sentimentos à sua filha, família e a todos e todas companheiras de militância”.