Programa Mogi 500 Anos quer preparar o futuro
O programa Mogi 500 Anos, que promete apontar metas e projetos para atender aos mogianos que estiverem nascendo agora e terão 38 anos, quando a cidade alcançar a efeméride de meio milênio, em 2050, busca um recurso financeiro junto ao CAF, o Bando de Desenvolvimento da América Latina – o mesmo que financia o Viva […]
01/09/2022 10h34, Atualizado há 47 meses
O programa Mogi 500 Anos, que promete apontar metas e projetos para atender aos mogianos que estiverem nascendo agora e terão 38 anos, quando a cidade alcançar a efeméride de meio milênio, em 2050, busca um recurso financeiro junto ao CAF, o Bando de Desenvolvimento da América Latina – o mesmo que financia o Viva Mogi – para a contratação de uma empresa, por meio de licitação, que ficará responsável pela elaboração de um diagnóstico qualitativo e quantitativo sobre o desenvolvimento da cidade nos últimos 30 anos.
A captação do recurso, a fundo perdido (sem custos para a Prefeitura), acontece ao mesmo tempo que reuniões começaram a ser feitas com lideranças de diferentes setores e a reunião de sugestões por meio da plataforma Mogi 500 Anos, disponível no site da administração.
Uma decisão já tomada, nas últimas semanas, foi a definição do que recebeu o título de “projetos específicos que antecipam o futuro”, como explica o secretário de Planejamento e Gestão Estratégica, Lucas Porto. Esse braço do Mogi 500 Anos identificou prioridades para o agora, como a alteração o programa de período integral da rede municipal de Educação, e estuda, com a pasta responsável pelo setor, mudanças que serão implantadas mais rapidamente. Nesse caso, a alteração visa suprir deficiências detectadas na pandemia e que tiveram consequências na aprendizagem dos estudantes da rede pública.
O projeto pretende dar uma atenção ao morador no futuro, no entanto, no presente, os gestores estão encontrando situações que vão impactar na formação desses cidadãos. Por isso, uma meta será alterar o atual período integral. Detalhes sobre o que virá ainda estão sendo construídos.
Desde o lançamento de iniciativa, que espelha experiências de outras cidades brasileiras, como Recife (PE), Porto conta que foram recebidas 60 sugestões de lideranças, servidores e pessoas interessadas em participar desse planejamento.
As pautas principais são ligadas à educação e à preservação e proteção do meio ambiente. “Nós estamos correndo contra o tempo e, se não obtivermos o recurso do CAF, vamos fazer esse levantamento de dados sobre a cidade com os nossos próprios recursos para a construção do plano”. O valor pleiteado junto ao CAF é de US 100 mil.
Uma outra fonte que deverá auxiliar na construção do plano são os resultados atualizados do Censo Populacional 2022, cujos primeiros resultados devem começar a ser conhecidos no ano que vem.
A base de dados para a elaboração desse planejamento é um dos pontos iniciais para o encontro de caminhos a serem seguidos pela administração pública.
Reuniões
Ainda neste ano, a partir de novembro, Lucas Porto conta que deverão ter início os encontros temáticos (educação, mobilidade, educação, e outros) e em bairros da cidade. A coleta de sugestões populares é um dos objetivos do Mogi 500 anos.
Depois da reunião desses dados e sugestões, a elaboração do plano para a Mogi de 2050 será coordenada pela Prefeitura. Porém, a execução futura e o acompanhamento dos projetos deverão ser tocados por uma organização apartidária que deverá ser criada na cidade. O diagnóstico que será elaborado é que dará a diretriz sobre como esse instrumento de cobrança e realização das metas para o desenvolvimento sustentável surgirá para, independentemente do prefeito da vez, as ideias vingarem e saírem do papel.
Uma cidade de divisa
o site da Prefeitura, o cidadão pode acessar e se cadastrar em uma plataforma do Mogi 500 Anos, que informa ser chegada a hora de “retirar os processos de planejamento de dentro dos gabinetes e dar às pessoas a oportunidade de serem os autores de sua própria cidade”.
Um dos esteios desse programa é a participação popular na elaboração das propostas que serão sugeridas e acompanhadas nos próximos anos.
Um vídeo produzido para o canal que estimula a adesão dos mogianos elenca características da cidade: cinturão verde, a vila de Santana, do Rio Tietê e dos tropeiros, e “terra do caqui’, apelido dado por estudantes mogianos.
A peça pontua que além desses predicados, Mogi é um território de divisas, com apresentações de imagens sobre a desigualdade social presente na casa de pelos menos 55 mil pessoas que estão cadastradas, atualmente, em programas sociais ordenados pelo Cadastro Único (CADÚnico).
A afirmação, a seguir, é: “Mogi não precisa mais crescer. É chegada a hora de sonhar. E realizar o que queremos ser”.
Quatro são os objetivos desse planejamento: propor projetos a longo prazo, reinventar a relação entre a iniciativa privada e o poder público, fortalecer a economia do futuro e virar referência nacional.
As pessoas interessadas em participar do Mogi 500 Anos podem fazer a inscrição no link da Prefeitura: https://pravoce.mogidascruzes.sp.gov.br/mogi-500-anos/ . (E.J.)