Protesto pela morte de motoboy fecha parte da rua Coronel Cardoso Siqueira
Um grupo de cerca de 40 motoboys se reuniu na tarde desta terça-feira (19) e fechou parte da rua Coronel Cardoso Siqueira, altura da escola do Serviço Social da Indústria (Sesi), no Conjunto Cocuera, em protesto pela morte do colega de profissão, Diego Soares, 25 anos. Ele faleceu após colidir a motocicleta que dirigia, na […]
19/04/2022 17h09, Atualizado há 52 meses
Um grupo de cerca de 40 motoboys se reuniu na tarde desta terça-feira (19) e fechou parte da rua Coronel Cardoso Siqueira, altura da escola do Serviço Social da Indústria (Sesi), no Conjunto Cocuera, em protesto pela morte do colega de profissão, Diego Soares, 25 anos. Ele faleceu após colidir a motocicleta que dirigia, na noite do último sábado (16), com um cavalo que cruzava a pista levado por um homem.
Segundo os manifestantes, o local é perigoso, porque além de se tratar de um trecho de curvas da via, não tem iluminação e nem sinalização adequada, muito menos placa nformando sobre a possibilidade de animais cruzando a pista.
Desta forma, o grupo reivindica medidas urgentes para garantir a segurança por parte da Prefeitura e, se não for atendido, ameaça realizar novo protesto, desta vez em frente ao prédio-sede da administração municipal, em data que será divulgada posteriormente. Na mobilização desta terça-feira (19), os manifestantes colocaram uma fotografia de Diego sobre uma caixa preta, comumente usada pelos motoboys para transporte, no local.
Segundo Mauricio Montemór, presidente da Associação dos Motoboys de Mogi das Cruzes e vizinho de Diego, que morava na Vila Natal, o colega de profissão atuava na área há um ano, era casado e, além da mulher, deixa a mãe e irmãos.
“Ele morreu por imprudência de uma pessoa que foi cruzar a pista com o cavalo, naquele local, que é considerado um ponto cego, porque fica em uma curva e não tem sinalização e nem iluminação. Além do mais, estava chovendo no momento do acidente, o que complica ainda mais a visibilidade. Hoje voltamos lá para protestar pela morte dele e também pedir medidas para garantir o mínimo de segurança no local”, explica Montemór.
Outro problema relatado por ele, que aumenta o perigo de acidentes envolvendo motoboys na cidade, é o grande número de buracos nas vias. “Estamos reivindicando estas melhorias há anos e ainda não fomos atendidos e, enquanto isso, os profissionais trabalham todos os dias nestas situações, colocando a vida em risco. Se não formos ouvidos, vamos para a frente da Prefeitura”, enfatiza.