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Psicóloga do CDP de Mogi está entre os presos por ataques em Brasília

(Erramos – Na primeira versão dessa matéria, no primeiro parágrafo, por um erro de grafia, foi publicado Ana Pontes e não Ana Dantas, como sendo o nome da profissional do CDP de Mogi das Cruzes, investigada pela Polícia Federal. O erro foi corrigido e pedimos desculpas à psicóloga Ana Pontes).  A terceira pessoa da região […]

Por O Diário
23/01/2023 17h54, Atualizado há 40 meses

(Erramos – Na primeira versão dessa matéria, no primeiro parágrafo, por um erro de grafia, foi publicado Ana Pontes e não Ana Dantas, como sendo o nome da profissional do CDP de Mogi das Cruzes, investigada pela Polícia Federal. O erro foi corrigido e pedimos desculpas à psicóloga Ana Pontes). 

A terceira pessoa da região de Mogi das Cruzes identificada entre os 942 presos provisoriamente por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) após os atos golpistas e violentos registrados na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro, em Brasília, é a psicóloga Ana Dantas, que, segundo apurou O Diário, atua no Centro de Detenção Provisória, o CDP de Mogi das Cruzes, localizado no bairro do Taboão. Após procedimento administrativo, ela poderá ser afastada do cargo com a suspensão da remuneração.

As demais pessoas investigadas de Mogi das Cruzes são a professora Sheila Mantovanni e o empresário Hedio Minoru Hiratuka, ambos estão presos e são alvo de pedidos feitos pela Polícia Federal para o bloqueios de bens. Além deles, um eletricista, José Romilson Magalhães Faria, também está entre os que respondem pelos atos antidemocrátivos, porém, ele, foi solto em decisão anunciada na sexta-feira, mas responderá pelos crimes. 

No site do STF é possível ver a lista das pessoas que permaneceram presas e as que foram soltas, mas terão de cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica (veja lista)

Sheila e Hedio também são investigados por suspeita de financiamento dos atos antidemocráticos que tiveram a participação de um grupo de mogianos que partiu em um ônibus e em três carros com destino ao Distrito Federal no final de semana do dia 8 de janeiro. Alguns retornaram para a cidade, outros foram liberados.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal não divulga, até o momento, a cidade de origem dos investigados, apenas o estado.

A psicóloga Ana Dantas estava na lista dos detidos e, posteriormente, após as audiências de custódia, consta entre os manifestantes que tiveram a prisão em flagrante convertida a preventiva (veja reportagem aqui).

A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo confirmou que a psicóloga atuava, até então, no CDP mogiano. Ali, ela começou a trabalhar no dia 14 de janeiro do ano passado.

Diante da ausência ao trabalho, o CDP de Mogi instaurou um procedimento administrativo para apurar a situação da profissional, que está recebendo faltas injustificadas por não comparecer à unidade. 

A pasta informou, ainda, que do CDP de Mogi, ela é a única colaboradora que figura entre os participantes dos atos em Brasília (veja nota abaixo).

VEJA TAMBÉM: Após as manifestações, mogianos permaneceram acampados em frente ao quartel do Exército em Brasília e foram presos (leia aqui).

Há poucos registros da psicóloga em redes sociais, mas em uma plataforma de contatos profissionais aparece o nome da profissional que estudou na Universidade Braz Cubas (hoje, Centro Universitário), com especialização no Instituto de Psiquiatria da UPS.

Ela atua no Governo do Estado, segundo a publicação, há 9 anos.

O Diário não conseguiu um contato com um advogado (a) que esteja representando a psicóloga no processo conduzido pelo STF.

Solto

Um outro integrante do grupo que partiu de Mogi das Cruzes e que foi detido é o eletricista José Romilson Magalhães Faria. Ele foi solto pelo ministro Alexandre de Moraes, mas terá de cumprir medidas cautelares, como o uso da tornezeleira eletrônica e apresentação semanal ao fórum da Comarca de Mogi das Cruzes, segundo afirmou o advogado Delmiro Goveia, que deverá representá-lo na defesa das acusações. 

Segundo apurou O Diário, no ônibus, que foi para Brasília naquela oportunidade, havia moradores de cidades como Suzano, Guararema, Salesópolis, Biritiba Mirim, além de Mogi, onde funcionou um dos acampamentos mantidos por manifestantes que não reconheciam a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.

Veja a íntegra da nota do governo do Estado:

“A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que a servidora em questão trabalha no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes desde 14/01/2022. A unidade instaurou procedimento para apurar o caso. No momento, a servidora está recebendo faltas injustificadas por não comparecer ao trabalho e, assim que a unidade receber a documentação necessária, será afastada do exercício do cargo com prejuízo da remuneração, conforme o artigo do 70 do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo. Na unidade citada, não há outros funcionários que respondam a procedimento apuratório por participação nos atos do dia 8 de janeiro em Brasília”.

(Matéria atualizada em 24 de janeiro)

 

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