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Qualidade do Tietê cai entre o Cocuera e o Parque Leon Feffer, em Mogi

Em Mogi das Cruzes, apesar de ainda não ser ideal, a qualidade da água do rio Tietê vive uma situação de estabilidade em relação aos estudos realizados no ano passado. O manancial chega com 3,5 a 4 miligramas de oxigênio por litro, índice que cai para 3,0 quando deixa a cidade. Estes e outros resultados […]

Por O Diário
22/09/2021 08h06, Atualizado há 59 meses

Em Mogi das Cruzes, apesar de ainda não ser ideal, a qualidade da água do rio Tietê vive uma situação de estabilidade em relação aos estudos realizados no ano passado. O manancial chega com 3,5 a 4 miligramas de oxigênio por litro, índice que cai para 3,0 quando deixa a cidade.

Estes e outros resultados serão divulgados nesta quarta-feira (22), quando se comemora o Dia do Rio Tietê, pela Fundação SOS Mata Atlântica. Os dados fazem parte do relatório Observando o Tietê 2021, que integra o projeto Observando os Rios, e aponta a qualidade da água de toda a bacia hidrográfica do Tietê com base na média dos indicadores medidos entre setembro de 2020 e agosto de 2021. 

Segundo o biólogo e educador ambiental César Pegoraro, da Fundação SOS Mata Atlântica, os indicadores no trecho mogiano do Tietê permanecem inalterados. 

“É perceptível que quando o Tietê chega a Mogi, há uma qualidade até que interessante, regular, porém com mais pontos positivos. Já quando ele está perto do Leon Feffer, segundo ponto de análise, já apresenta alguns impactos  de decréscimo na qualidade do rio. Há uma situação gritante e evidente entre este ponto do Parque Leon Feffer e o centro de Suzano, com queda muito grande e expressiva na qualidade da água, em um trecho de bastante impacto. E, em Itaquá, o oxigênio é zero, evidenciando um rio morto, que não tem condição nenhuma de ter vida aquática, apenas bactérias”, explica.

Ainda de acordo com Pegoraro, no trecho mogiano entre o bairro do Cocuera e antes da chegada ao Parque Leon Feffer, há uma perda da qualidade do rio, mas ainda existe oxigênio na água.

“Inclusive, percebemos e avaliamos a presença superficial de vida aquática e observamos que tem peixes presentes na água, que atraem aves pescadoras.O que ocorre é que no Cocuera temos um trecho lento do rio devido ao acúmulo de macrófitas, como alface d’água e aguapés, formando uma barreira que não deixa a luz do sol passar e, desta forma, as algas não fazem a fotossíntese. Com a ausência de luminosidade, não há produção de oxigênio”, destaca o biólogo.

Entre as soluções para melhoria do cenário estão cuidados com a coleta e destinação dos resíduos por parte do poder público e também da população.

“Nas áreas de sitiantes, pode-se fazer um programa para que eles tenham atendimento ao saneamento básico. Sabe-se que muita gente não faz uso de fossas decentese não há coleta de esgoto nestas regiões, mas existem tratamentos localizados para as pessoas tratarem seus esgotos. Pode pode haver melhor fiscalização ao uso de insumos agrícolas. Percebemos que algumas pessoas plantam nas margens do rio e tem o uso exagerado culturas de agrotóxicos e adubos químicos em algumas culturas. É um conjunto de fatores e os cidadãos precisam apoiar ações de saneamento básico. Onde não há rede de esgoto passando, é preciso ter o tratamento localizado”, alerta Pegoraro.

 

 

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