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Lesões musculares por estiramento e rotura: ortopedista do Imot detalha o que você precisa saber para se recuperar corretamente

Doutor Rogério Augusto Geremias comenta sobre o tratamento e como o uso de anti-inflamatório interfere na recuperação.

Por Especial AGFE
28/03/2025 18h17, Atualizado há 12 meses

Lesões são comuns em pessoas que praticam esportes | FreePik

Lesões musculares por estiramento ou rotura são extremamente comuns, principalmente em pessoas que praticam atividade física regular, mas que não são atletas profissionais. Elas podem ocorrer em diversas modalidades esportivas e até mesmo em treinos recreativos, como corrida, futebol, musculação, vôlei e crossfit.

É importante entender que essas lesões não acontecem apenas pela intensidade do treino, mas também por falta de preparação física adequada, aquecimento insuficiente, fadiga muscular, má técnica e até mesmo pelo excesso de carga. A dor intensa e a limitação de movimento são sintomas frequentes, e é fundamental adotar estratégias corretas de tratamento para garantir a recuperação integral da musculatura.

O que são as lesões musculares por estiramento e rotura?

Essas lesões ocorrem quando há um alongamento excessivo do músculo, que pode provocar desde um estiramento leve até uma rotura parcial ou completa das fibras musculares. Dependendo da gravidade, são classificadas em três graus:

  • Grau I (Estiramento Leve): Pequenas lesões fibrilares, dor moderada e leve limitação de movimento.
  • Grau II (Rotura Parcial): Maior número de fibras rompidas, dor intensa, edema e hematoma.
  • Grau III (Rotura Completa): Ruptura total do músculo, dor intensa, perda de função e deformidade visível.

Modalidades como corrida, futebol e crossfit são especialmente propensas a lesões musculares devido aos movimentos rápidos e explosivos. Já em atividades de força, como musculação, a carga excessiva e a má execução técnica também são grandes vilões.

Por que não utilizar anti-inflamatórios na recuperação?

O uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como ibuprofeno e diclofenaco, é bastante comum após uma lesão muscular. No entanto, essa prática merece uma reflexão cuidadosa, pois pode prejudicar a recuperação a longo prazo.

A inflamação não é a vilã

A inflamação é uma resposta natural e necessária do organismo ao trauma. Quando ocorre uma lesão muscular, há uma sequência de eventos biológicos que promovem a regeneração do tecido, envolvendo:

  • Aumento do fluxo sanguíneo para o local da lesão;
  • Migração de células inflamatórias para remover resíduos e iniciar o reparo;
  • Produção de fatores de crescimento que estimulam a regeneração das fibras.

O uso de AINEs interfere nesses processos, reduzindo o fluxo sanguíneo e a resposta inflamatória, o que pode atrasar a recuperação e comprometer a cicatrização do músculo. Além disso, há evidências de que o uso crônico de anti-inflamatórios pode enfraquecer a estrutura do tecido reparado, aumentando o risco de novas lesões.

Alternativas mais seguras

O manejo correto das lesões musculares deve focar em estratégias que respeitem o processo inflamatório natural.

Algumas abordagens incluem:

  • 1. Repouso Relativo e Mobilização Gradual: Manter o movimento dentro dos limites da dor favorece a reorganização das fibras musculares.
  • 2. Gelo nas Primeiras 48 Horas: Ajuda a controlar o edema sem inibir a inflamação necessária.
  • 3. Terapias Biológicas (PRP e PRF): Podem acelerar a recuperação ao promover uma resposta inflamatória controlada e regeneração tecidual.
  • 4. Fortalecimento Progressivo: Após a fase aguda, a recuperação funcional é fundamental para devolver a força e evitar fibroses.

A Reabilitação é fundamental

Após o período inicial de repouso, é crucial iniciar uma reabilitação específica e gradual para garantir a recuperação integral da musculatura. Isso inclui:

  • Alongamentos controlados: Promovem mobilidade sem sobrecarregar as fibras lesionadas.
  • Fortalecimento muscular progressivo: Fundamental para evitar atrofia e promover a restauração da força.
  • Treinamento funcional e propriocepção: Visam recuperar o controle neuromuscular e prevenir recidivas.
  • Correção de desvios biomecânicos: Analisar a postura e a execução técnica pode ajudar a evitar futuras lesões.

Conclusão: Recuperação completa sem atalhos

Lesões musculares por estiramento e rotura não devem ser tratadas com pressa nem com uso indiscriminado de anti-inflamatórios. O respeito ao processo inflamatório natural é essencial para que o tecido se regenere de forma completa e adequada, evitando sequelas e recidivas.

Se você se machucou durante a prática esportiva ou no treino, procure orientação profissional especializada para garantir um retorno seguro e eficiente às atividades. No IMOT, oferecemos uma abordagem integrada e individualizada para que sua recuperação seja completa e duradoura.

Sobre o Imot

O IMOT é um dos maiores institutos especializados em Ortopedia e Traumatologia do Brasil. Atualmente conta com duas unidades, nas cidades de Mogi das Cruzes e Suzano, na Grande SP, com pronto atendimento, consultas, fisioterapia, hidroterapia e diversos tratamentos especializados. O pronto atendimento funciona todos os dias na unidade mogiana, das 8h às 22h.   A unidade de Mogi conta ainda com o Imot Care, um andar inteiro pensado para tratamento e prevenção de fraturas e contusões, além de 11 especialidades médicas em diferentes áreas. Já a Imot Move Saúde é uma clínica do movimento e promoção de saúde, que atende no 2º andar do prédio. Para mais informações, acesse o site do Imot.

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