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Queimada atinge barracos em área invadida da Vila São Francisco

O Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes foi acionado nesta quarta-feira (18) para atender a ocorrência de fogo em vegetação e barracos na área invadida na Vila São Francisco, em Braz Cubas. Segundo a corporação, não houve vítimas, mas quando a equipe chegou ao local para conter as labaredas, quatro estruturas de madeira já […]

Por O Diário
18/08/2021 15h45, Atualizado há 60 meses

O Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes foi acionado nesta quarta-feira (18) para atender a ocorrência de fogo em vegetação e barracos na área invadida na Vila São Francisco, em Braz Cubas. Segundo a corporação, não houve vítimas, mas quando a equipe chegou ao local para conter as labaredas, quatro estruturas de madeira já estavam totalmente atingidas pelo incêndio. A Guarda Municipal apoiou o trabalho.

O problema só aumenta no local. Além do crescimento do número de barracos construídos irregularmente na área que pertence à Prefeitura de Mogi das Cruzes, mas que está em posse da empresa Tecnofil, responsável pela ação de reintegração que tramita na Justiça, as queimadas são frequentes.

Na edição desde sábado, O Diário mostrou, em reportagem especial, que frequentes tentativas de invasões de áreas de Mogi desafiam autoridades. 

“As queimadas continuam. Nos dias de chuva, elas diminuíram. Outros problemas são os assaltos que nunca tivemos por aqui. É preciso tomar muito cuidado ao entrar nos condomínios daqui. Eu nem saio mais para pedalar direto do condomínio, porque já roubaram bikes também. Na verdade, eu desisti da minha casa. Estou vendendo, pois fico com receio de deixar minha filha de 16 anos ir para o colégio sozinha. Este descaso político atrapalha a vida das pessoas que pagam impostos, que não são poucos”, relata um dos vizinhos da área invadida, que não será identificado para evitar represálias.

Outro morador, que também terá a identidade preservada, denuncia que o número de barracos está aumentando cada vez mais no local. “Começaram com uns 10 a 15. Mas como não tomaram uma atitude, agora a situação está fora de controle e já são mais de 300. Isso aqui não vai ter mais jeito. Está largado e ningúem faz nada para conter a ação dos invasores”, lamenta. 

Desde o início da ocupação irregular da área, ocorrida no último dia 6 de março, O Diário vem acompanhando os problemas relatados no local, além das frequentes queimadas e aumento da criminalidade nas proximidades. Os moradores vizinhos relatam consumo de drogas e álcool, baderna, aglomeração, brigas, entre outros transtornos por eles enfrentados diariamente. 

Questionada pelo jornal nesta terça-feira (17) sobre novos desdobramentos referentes a ocupação, a Prefeitura informou que desde a resposta enviada no último dia 3 de agosto, não há novidades sobre o caso: “A Secretaria Municipal de Segurança informa que vem acompanhando a situação na região da Vila São Francisco, por meio da Guarda Municipal. Sempre que acionada, a corporação adota as medidas necessárias para a solução do problema, inclusive com apoio do Corpo de Bombeiros, se necessário. A Secretaria Municipal de Segurança lembra que a prática de queimadas traz prejuízos ao meio ambiente e também traz riscos à população, além de prejudicar a saúde de pessoas com problemas respiratórios, principalmente em períodos de seca, como o atual. A Guarda Municipal pode ser acionada pelo telefone 153”, trouxe a nota.

 Ainda segundo a administração municipal, as equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social seguem em busca de ofertar proteção social aos ocupantes, o que incluiu o cadastramento, identificação de situações específicas, inscrições no Cadastro Único, inserções em programas de transferência de renda, além da ofertas de insumos básicos, como alimentos e cobertores. 
 
“A Secretaria Municipal de Desenvolvimento também atuou na área, por meio do programa Mogi Conecta, com o objetivo de facilitar a obtenção de emprego e renda por parte dos ocupantes. O trabalho consistiu na coleta de dados de histórico profissional e perfil das pessoas que lá estão, recebimento e elaboração de currículos, cadastro dos dados no sistema e encaminhamento dos mesmos para empresas em processo de contratação”, finalizou a nota da Prefeitura.

Em termos de número de ocupantes, a Prefeitura continua trabalhando com base no estudo social realizado na área no dia 6 de maio, que apontou 216 pessoas presentes na área e 291 unidades, sendo apenas 69 habitadas. Ou seja, novos estudos não foram realizados.

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