Radares da Mogi Bertioga são retirados e não devem voltar tão cedo
Os oito equipamentos fixos de fiscalização eletrônica de velocidade que operavam nos dois sentidos entre os quilômetros 56 e 59 da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), na altura do bairro Vila Moraes, foram retirados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na tarde desta quinta-feira (14) devido ao término do contrato com a empresa responsável pelo serviço […]
16/10/2021 07h59, Atualizado há 58 meses
Os oito equipamentos fixos de fiscalização eletrônica de velocidade que operavam nos dois sentidos entre os quilômetros 56 e 59 da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), na altura do bairro Vila Moraes, foram retirados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na tarde desta quinta-feira (14) devido ao término do contrato com a empresa responsável pelo serviço no trecho.
Ainda não há data prevista para a instalação dos novos equipamentos no local, com objetivo de evitar que os motoristas ultrapassem o limite máximo de velocidade permitido para este trecho da estrada que liga Mogi das Cruzes às cidades do litoral, que é de 50 quilômetros por hora, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária e de vários condomínios residenciais.
Procurado por O Diário, o DER informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o contrato das lombadas eletrônicas localizadas entre os kms 56 e 59 terminou no final do mês passado, e a empresa responsável se programou para a retirada dos equipamentos ontem (14), e que já publicou edital de licitação para os novos radares que devem operar na rodovia, no entanto, após pedido de impugnação do processo licitatório, o Departamento trabalha atualmente para responder os questionamentos e, posteriormente, marcará uma data para abertura dos envelopes.
“Enquanto isso, é importante reforçar que a fiscalização da velocidade continua sendo realizada pela Polícia Militar Rodoviária por meio dos radares portáteis, operados por agentes, e que o cumprimento dos limites da velocidade é dever de todos”, trouxe nota enviada a O Diário.
No entanto, a preocupação é que, sem a presença dos equipamentos de fiscalização que limitam a velocidade a 50 km/h no trecho, enquanto segue o novo processo licitatório, o local volte a se tornar palco de acidentes de veículos.
O comerciante José Marcos Souza, 54 anos, mora em um condomínio nas proximidades do trecho onde os equipamentos estavam instalados e todos os dias passa pelo local rumo ao trabalho e para levar os filhos à escola.
“Antes dos radares era comum ocorrer acidentes neste trecho, principalmente nas proximidades da curva da Brasitânia, no acesso à avenida Kaoru Hiratmatsu, uma região que cresceu e continua crescendo bastante. Isso acontecia porque muitos motoristas não respeitam o limite de velocidade. Agora, esperamos que os novos equipamentos sejam instalados o quanto antes para evitar que isso volte a acontecer”, alerta Souza.
Assim como ele, a professora Solange Oliveira Borges, 45 anos, também precisa fazer o percurso diário pelo trecho da rodovia Mogi-Bertioga para ir e voltar do local de trabalho.
“Muita gente reclamava que era multada nestes radares, mas eles são necessários para a segurança na estrada, porque não tem jeito. O pessoal só respeita o limite de velocidade se ver o peso no bolso. Então, espero que logo a situação se resolva e os esquipamentos voltem a fazer a fiscalização na estrada para evitar acidentes, na maioria das vezes, causados pelo excesso de velocidade dos motoristas”, explica a professora.
O mesmo problema ocorre desde janeiro deste ano, quando o DER informou que estava em andamento a contratação de uma nova empresa para operar os radares fiscalizadores na rodovia Mogi-Salesópolis, também retirados após o término do contrato com a empresa responsável pelo serviço no trecho.
A partir daí, acidentes, inclusive com vítimas fatais, se tornaram comuns na estrada, e motoristas e moradores das proximidades alertam para a necessidade de instalação dos novos equipamentos o mais breve possível.
Questionado sobre o número de multas aplicadas por estes equipamentos removidos da Mogi-Bertioga, o DER explicou que o levantamento das autuações leva tempo para ser concluído e não poderia ser encaminhado ao jornal até o fechamento desta edição.