Reajuste da tarifa de ônibus em Mogi é o menor da região; veja panorama do Alto Tietê
Em Mogi das Cruzes, o preço da passagem de ônibus passará de R$ 4,50 para R$ 5,00 no próximo dia 9 de janeiro. O reajuste na cidade é de 11,1%, o menor índice aplicado até o momento na região. Nessa reportagem, O Diário mostra a situação em todos os demais municípios do Alto Tietê. Enquanto Arujá, […]
03/12/2021 16h22, Atualizado há 57 meses
Em Mogi das Cruzes, o preço da passagem de ônibus passará de R$ 4,50 para R$ 5,00 no próximo dia 9 de janeiro. O reajuste na cidade é de 11,1%, o menor índice aplicado até o momento na região. Nessa reportagem, O Diário mostra a situação em todos os demais municípios do Alto Tietê. Enquanto Arujá, Santa Isabel e Guararema não definiram, Itaquaquecetuba, Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos subiram os preços em 13,63%. Já Biritiba Mirim e Salesópolis não têm linhas municipais, e portanto, não se enquadram na pesquisa.
Segundo o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), “a maioria das empresas que operam as linhas de ônibus municipais na região já protocolou pedidos de revisão na tarifa junto às prefeituras”. Em alguns casos, as solicitações superam 100% de reajuste, o que tem sido descartado pelas prefeituras. O teto, em toda a região, caminha para ser R$ 5,00.
Reajustes de 13,63%
Em Itaquaquecetuba, o valor foi reajustado no último domingo (28). Até esta data, os ônibus da Quatai operavam na cidade com preço de R$ 4,40. Segundo a prefeitura, a empresa solicitou aumento para R$ 7,10, o que representaria 61,3%. O número aprovado, no entanto, é R$ 5,00, ou 13,63% maior.
Em Suzano, como O Diário já mostrou, o reajuste já está valendo desde o último dia 14 de novembro. O aumento foi exatamente o mesmo de Itaquaquecetuba, ou seja, a passagem da Radial Transporte custava R$ 4,40 e subiu para R$ 5,00. Este índice foi atingido após negociação, já que “inicialmente” foi solicitado “mais de 100%, em outubro passado”.
A situação é igual em Poá, que também tem preço fixado em R$ 5,00 desde o último dia 14 de novembro. Por lá, o acordo também foi feito com a Radial Transportes, que “a princípio solicitou reajuste para R$ 9,00, o que foi negado prontamente pela prefeita Marcia Bin, assim como o pedido de reajuste para R$ 6,00. As solicitações ocorreram entre os meses de outubro e novembro”.
Outra cidade que atualizou os preços de R$ 4,40 para R$ 5,00 (aumento de 13,63%) é Ferraz de Vasconcelos. O novo preço passou a vigorar no último dia 21 de novembro, também após negociações. Por lá, o mesmo grupo solicitou “um reajuste de R$ 9,37 por passageiro, em outubro”, informa a prefeitura.
Sem definição
Em Arujá, a passagem custa R$ 4,50, e o último reajuste foi feito em 2019. Antes disso, o valor era R$ 4,05. Sobre o reajuste para o exercício de 2022, a prefeitura apenas diz que “por ora, não haverá aumento”.
A administração também informa que concede um subsídio à Viação Arujá, de “R$ 2 milhões pagos em seis parcelas (Projeto de Lei Complementar (PLC) 4/2021, publicado no Diário Oficial do Município)”.
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A situação é parecida em Guararema, onde a tarifa também é de R$ 4,50. O último reajuste foi aplicado em 2019, e até o momento, a CS Brasil não solicitou novo aumento, segundo a prefeitura.
Posição semelhante é vista em Santa Isabel, onde o “valor atual da tarifa municipal é R$ 4,20” e “não houve pedido de reajuste para este ano”. O último índice foi aplicado, segundo a prefeitura, em janeiro de 2018, quando passou de R$ 3,95 para o patamar o atual.
Sem linhas intermunicipais
Embora não existam ônibus que trafeguem dentro do município de Salesópolis, há uma linha que conecta esta cidade à Mogi das Cruzes, cuja passagem sai a R$ 7,90, pela ATT Transportes. A O Diário, o chefe de gabinete André Moreira disse que não “tem informação nenhuma sobre reajuste no momento”.
O panorama é idêntico ao de Biritiba Mirim, que também não tem linhas internas na cidade, mas conta com uma intermunicipal operada pela mesma empresa, que até o momento não tocou no assunto.
Negociação
Segundo o Condemat, as empresas argumentam que a tarifas atuais estão defasadas, em razão principalmente dos preços dos combustíveis, e tornam inviáveis a continuidade da prestação dos serviços.
“Os prefeitos entendem que o aumento ocorrido no preço dos combustíveis e a projeção de novas altas no ano, somado à queda no volume de passageiros em decorrência da pandemia, tem gerado um cenário insustentável para as empresas, inclusive colocando em risco a operação dos transportes. Mas diante das dificuldades econômicas que ainda persistem e do alto índice de desemprego, descartam o aumento das tarifas nos índices pleiteados pelas concessionárias”, diz o secretário executivo do consórcio, Adriano Leite.
Segundo ele, estudos técnicos e frentes de negociação estão em andamento nos municípios para estabelecer um teto para o reajuste nas tarifas de ônibus. A expectativa é de que as cidades pratiquem índices equivalentes, visto a grande circulação dos moradores dentro da própria região. Além disso, São Paulo também deverá ser uma importante referência.