Região estuda compra conjunta de vacina para imunizar mais pessoas
As 10 prefeituras do Alto Tietê, Guarulhos e Santa Branca assinaram nesta terça-feira (5) um termo de intenção de compra de vacina, junto ao Instituto Butantan. O objetivo é ampliar a base da população que deverá ser imunizada contra a Covid-19. Além das pessoas com mais de 60 anos, quilombolas, indígenas e os profissionais da […]
05/01/2021 14h41, Atualizado há 67 meses
As 10 prefeituras do Alto Tietê, Guarulhos e Santa Branca assinaram nesta terça-feira (5) um termo de intenção de compra de vacina, junto ao Instituto Butantan. O objetivo é ampliar a base da população que deverá ser imunizada contra a Covid-19. Além das pessoas com mais de 60 anos, quilombolas, indígenas e os profissionais da área de saúde, que serão contempladas na primeira fase do governo do estado, o objetivo é também atender as categorias das áreas de educação e segurança pública.
O plano inicial é o de comprar 300 mil doses, para imunizar 150 mil pessoas, o que equivale a 5% da soma da população de cada um dos municípios. Há a possibilidade de os números aumentarem gradualmente. Com a compra em conjunto programada pelas administrações municipais, o objetivo é baratear o custo das duas doses necessárias para proteger um maior número de municípes.
As informações foram detalhadas pelos prefeitos Rodrigo Ashiuchi (PL), de Suzano, e Caio Cunha (PODE), de Mogi, durante a primeira reunião do Consórcio para o Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), realizada na manhã desta terça-feira (5).
Há uma expectativa de as secretarias de Saúde receberem as primeiras doses da Coronav, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria entre o Governo do Estado, segundo afirmou o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, a O Diário. Mas, não haverá vacina para atender todo o público mais vulnerável ao coronavírus. Grupos prioritários serão atendidos primeiro.
Preço
A compra em conjunto poderá baratear o custo da dose, estimado em cerca de R$ 56 para R$ 40, segundo Ashiuchi. Esse modelo de atendimento em parceria é uma das bases da atuação do Condemat. É preciso lembrar que serão necessária 300 mil doses, já que a vacina deve ser aplicada duas vezes.
“Não há vacinas para todos”, reforçou Caio Cunha, afirmando que a vacinação será um processo gradativo.
Um ponto positivo, na opinião do prefeito mogiano, é o fato de a cidade estar estruturada, para fazer a vacinação. Segundo ele, nesse sentido, foi um acerto a manutenção do médico Henrique Naufel, à frente da Secretaria Municipal de Saúde.
Volta às aulas
Caio Cunha afirmou ainda que considera uma irresponsabilidade se falar em “volta às aulas antes sem ter a vacina”. Segundo ele, o governo municipal está trabalhando, atualmente, com o desenvolvimento de um protocolo para a reabertura das escola, também de maneira gradativa. “Não será como antes”, esclarece, afirmando que Mogi das Cruzes está desenvolvendo esse protocolo com as cidades de Joinville, de Santa Catarina, Londrina, do Paraná, e Caruaru, em Pernambuco, que irá determinar como será o retorno presencial de alunos e professores às escolas.
Ele não comenta uma data para isso, assim como fez o secretário Henrique Naufel, em entrevista concedida sobre o mesmo assunto. Confira: