Região não registra mortes por Covid-19 pela primeira vez em sete meses
Nenhum dos 10 municípios que integram o Alto Tietê registrou novas mortes atreladas a complicações da Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo informações das Vigilâncias Epidemiológicas. Essa é a primeira vez que a região não notifica novos óbitos no período de um dia desde 9 de abril – há aproximadamente sete meses. No Alto Tietê, […]
26/11/2020 19h37, Atualizado há 66 meses
Nenhum dos 10 municípios que integram o Alto Tietê registrou novas mortes atreladas a complicações da Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo informações das Vigilâncias Epidemiológicas. Essa é a primeira vez que a região não notifica novos óbitos no período de um dia desde 9 de abril – há aproximadamente sete meses.
No Alto Tietê, ao menos 1.618 pessoas já perderam a vida por causa do novo coronavírus. Mogi das Cruzes lidera o ranking regional em números absolutos, com 469 vítimas notificadas desde o ínicio da pandemia. Na sequência estão Itaquaquecetuba e Suzano, com 329 e 264 mortes cada, respectivamente.
A média móvel diária de mortes por Covid-19 na região ainda aponta queda, desta vez de 33%, na comparação com dados registrados há duas semanas. Há 14 dias, a média era de três mortes, enquanto na noite desta quinta-feira (26), este número caiu para dois.
Em paralelo, o número de novos contágios da infecção segue elevado. Mais 406 moradores da região testaram positivo para o vírus nas últimas 24 horas.
No total, o Alto Tietê soma 36.744 contágios da doença, sendo 10.980 apenas em Mogi das Cruzes. Do montante, 29.384, ou 79%, são referentes a pacientes que já estão recuperados e de volta ao convívio social.
Internações
As internações de pacientes diagnosticados com o novo vírus também cresceu.
A taxa média de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), exclusivos para pacientes com o novo coronavírus, nos três hospitais estaduais do Alto Tietê, estava em 57,6% na tarde desta quarta-feira (25). A situação mais crítica era observada no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar em Mogi das Cruzes, com 70%. Sete das 10 vagas de UTI da unidade estavam em uso na data, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde.
No Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, onde estão credenciados 16 leitos de UTI, a ocupação era de 52,9%. Já no Hospita Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba, um dos dois leitos de UTI estava em uso.
A pasta estadual reforça em nota que “as taxas variam no decorrer do dia em virtude de fatores como altas, óbitos ou transferências para leitos de enfermaria ou UTI, por exemplo. Também pode ocorrer redirecionamento de leitos para atendimento a pacientes com outras patologias, à medida que há menor demanda de casos do coronavírus”.
A secretaria acrescenta que é mantido “um esquema especial de gestão de leitos hospitalares, para dar prioridade à internação de pacientes com quadros respiratórios agudos e graves, com suporte da Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde para as transferências”.