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Relembre a trajetória de dom Paulo Mascarenhas Roxo, que morreu nesta quarta-feira

Deixa saudades dom Paulo Mascarenhas Roxo, que faleceu nesta quarta-feira (1º de junho). A Diocese de Mogi das Cruzes, que em 2022 completa 60 anos de fundação, o teve como membro durante os últimos 33. Aqui, O Diário lembra a trajetória religiosa dele, que será homenageado nesta quinta-feira (02), quando, por luto, o café da […]

Por O Diário
01/06/2022 18h11, Atualizado há 48 meses

Deixa saudades dom Paulo Mascarenhas Roxo, que faleceu nesta quarta-feira (1º de junho). A Diocese de Mogi das Cruzes, que em 2022 completa 60 anos de fundação, o teve como membro durante os últimos 33. Aqui, O Diário lembra a trajetória religiosa dele, que será homenageado nesta quinta-feira (02), quando, por luto, o café da Alvorada da Festa do Divino Espírito Santo não será oferecido aos devotos.

Informações sobre o velório e o sepultamento ainda serão atualizadas pelo bispo diocesano dom Pedro Luiz Stringhini, mas já se sabe que o salão paroquial da Catedral de Santana está sendo preparado para acolher padres e sacerdotes que virão para o velório e sepultamento de dom Roxo.

Nascido em São Geraldo, em Minas Gerais, no dia 12 de junho de 1928, dom Paulo Mascarenhas Roxo estava prestes a completar 94 anos. Ele morreu em decorrência de complicações de saúde, após ter realizado duas cirurgias recentes, relacionadas ao sistema digestivo.

Há 70 anos, em 1952, o religioso da Ordem Premonstratense (Opraem) professava os votos e era ordenado sacerdote, em Pirapora do Bom Jesus/SP, pelo então bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, dom Paulo Rolim Loureiro (depois nomeado como primeiro bispo da Diocese de Mogi das Cruzes).

Mais tarde, em 7 de dezembro de 1989, dom Roxo foi nomeado bispo para a Diocese de Mogi das Cruzes. A ordenação episcopal aconteceu no dia 28 de janeiro de 1990, em Jaú/SP, tendo como Sagrante dom Carlo Furno, arcebispo titular de Abari e núncio apostólico no Brasil na época. Escolheu como lema episcopal “Ficai conosco Senhor” (Lc 24,29).

Foi em 1990, portanto, a posse canônica de dom Roxo como o terceiro bispo da Diocese de Mogi das Cruzes. O evento foi realizado no Ginásio de Esportes da Universidade Braz Cubas.

Já como bispo, de acordo com o site da Diocese de Mogi, ele foi o responsável, entre outras atividades, “pela organização do primeiro Plano Trienal de Pastoral que tinha como objetivo fortalecer a pastoral de conjunto; a reorganização da divisão das regiões pastorais; a mudança de local do Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus (que ficava na Rua Ipiranga, onde, atualmente, está a Residência Episcopal) para o Centro de Convivência Tabor, e assim, atender a demanda de seminaristas que crescia; e a criação da tradicional Festa do Seminário”.

Durante o episcopado de dom Roxo também “foi lançado o informativo diocesano ‘A Caminho’ e a primeira versão da página na internet da Diocese”, continua o texto. Outros eventos desta época são, em 1994, o Encontro da Juventude da Conferência Episcopal Latino Americana (CELAM) e o Encontro Nacional dos Presbíteros e Diáconos Negros.

Cinco anos mais tarde, dom Roxo “deu início às comemorações do Ano Jubilar pelo Segundo Milênio da Encarnação de Jesus Cristo, proclamado pelo então Papa João Paulo II (São João Paulo II), e em 27 de julho de 2000, decretou a abertura do 1º Sínodo Diocesano, com o tema ‘O Espírito fala às Igrejas'”.

Dom Paulo Mascarenhas Roxo criou, ainda, quatro novas paróquias (Paróquia Pessoal São Maximiliano Kolbe e Paróquia Territorial São Maximiliano Kolbe, em Mogi das Cruzes, Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Itaquaquecetuba e Paróquia São Francisco de Assis, em Suzano). Ele também “trabalhou para que a Diocese tivesse um colégio católico, o que aconteceu em 26 de setembro de 2003, com a fundação do Colégio Diocesano Paulo VI”.

Quando completou 75 anos, dom Roxo renunciou. Mas atuou como administrador diocesano a posse de dom Airton José dos Santos. Desde então, residia no bairro Vila Oliveira, em Mogi das Cruzes, e auxiliava na Comunidade Nossa Senhora das Graças, da Paróquia Cristo Rei, em Mogi das Cruzes. “E também, era convidado para presidir em diversas paróquias da Diocese, ministrar palestras, participava dos eventos diocesano, e assim, continuava muito presente na vida pastoral da Diocese”, lembra a entidade da qual fez parte por mais de três décadas.

“Sempre conhecido pela proximidade com os fiéis e sacerdotes, e também, pelo amor a Nossa Senhora, mãe de Jesus, a quem recordava com fervor nas celebrações. A Diocese com tristeza se despede do grande pai que teve nos últimos 32 anos. Descanse em paz, nosso amado Dom Paulo”, finaliza o comunicado emitido nesta quarta-feira (1º), após a notícia de sua morte.

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