Religiosos levam esperança aos internados com a Covid e seus familiares em Mogi
Em atos de fé, um grupo de pessoas determinadas a levar mensagens de esperança percorreu hospitais de Mogi das Cruzes para orar, em voz alta, pela recuperação de pacientes internados e pelo bem-estar de familiares, que também são profundamente afetados, além das equipes médicas. O objetivo é levar um alento neste momento crítico da pandemia […]
21/03/2021 15h16, Atualizado há 65 meses
Em atos de fé, um grupo de pessoas determinadas a levar mensagens de esperança percorreu hospitais de Mogi das Cruzes para orar, em voz alta, pela recuperação de pacientes internados e pelo bem-estar de familiares, que também são profundamente afetados, além das equipes médicas. O objetivo é levar um alento neste momento crítico da pandemia do novo coronavírus, que traz profundos reflexos para toda a sociedade. Trata-se de uma iniciativa do apóstolo Adriano Rozeno, da Igreja Apostólica Odres Novos, que tem mobilizado muitos fiéis.
No último sábado, o grupo esteve em frente ao Hospital Municipal de Braz Cubas, que desde março de 2020 atua como o centro de referência ao coronavírus em Mogi. A unidade vive seu momento mais crítico desde o início da pandemia, com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) lotados há mais de uma semana.
Posicionados nos portões do Hospital Municipal, os fiéis ecoaram louvores e também citaram passagens bíblicas que tinham a cura e o milagre como tema. Motoristas, apoiando a iniciativa, chegaram a parar o carro para acompanhar o ato. No dia, o grupo também esteve na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes.
Já neste domingo, Adriano Rozeno e demais fiéis estiveram na frente do Hospital Luzia de Pinho Melo. A iniciativa do religioso é manter os encontros de orações nos hospitais enquanto a pandemia pendurar, porém o grupo destaca que seguirá as determinações de distanciamento social municipais e estaduais.
“Começa a valer segunda-feira mais restrições da pandemia (fase crítica em Mogi) e antes de ir para novos hospitais queremos conversar com a administração pública para saber se é permitido; queremos seguir as regras”, conta Rozeno.
Ele lembra como surgiu a iniciativa: “Infelizmente, existe essa demanda. Vimos que famílias estavam desesperadas, agonizando por tanto sofrimento, e também pela forma como os familiares se entregam. Os familiares não podem entrar por causa da pandemia, gera uma dor. A nossa iniciativa é levar fé, esperança, e paz”, pontua.
Segundo o religioso, “até o momento, a receptividade da iniciativa está sendo muito boa, inclusive por parte das direções dos hospitais”. “Os familiares, que muitas vezes estão nas proximidades dos hospitais, vêm até nós pedindo uma mensagem, ajuda, um consolo. Ali mesmo, ao ar livre, realizamos uma oração de conforto. Estamos juntos nessa”, finaliza ele.
A situação vivida em Mogi das Cruzes e em todo o País é grave, mas ele confia que dias melhores virão, com cada um fazendo sua parte para ajudar, sem “se esquecer do próximo”.
Lideranças religiosas apoiam fase crítica e isolamento social
O Conselho de Pastores e Obreiros de Mogi das Cruzes (Copomc) apoia as novas restrições da ‘fase crítica’ decretadas pelo prefeito Caio Cunha (PODE) para tentar conter o avanço da Covid-19. Diferente do Estado, em Mogi os cultos presenciais em templos ou igrejas estão suspensos desde o início do mês, quando a Prefeitura impôs regras mais rígidas para a quarentena. O presidente do Copomc, pastor José Miraídes Penha, avalia que a suspensão e aumento do rigor da quarentena eram algumas das “únicas saídas” para contornar o grave momento que a cidade enfrenta. O líder religioso incentiva que os cultos sejam apenas virtuais e lembra, com tristeza, que Mogi perdeu 30 pastores por complicações da Covid-19, “muitos amigos de longa data” dele (leia mais).
Ainda que enfrentando as muitas dúvidas, até existenciais, produzidas pelos efeitos da atual pandemia, e diante do quadro de colapso evidente na área da saúde, o padre Claudio Delfino, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Roque, do distrito de Braz Cubas, não vê outra saída senão o distanciamento social pleno para tentar conter a grande onda de contaminações e mortes provocada pela expansão rápida da Covid-19 e suas muitas variantes. Assim, ele aprova as medidas mais drásticas adotadas pelo prefeito, mantendo as celebrações de sua igreja somente com transmissões online, via internet (leia mais).