Rio que dá nome ao Alto Tietê morre logo após os seus primeiros quilômetros
Programada por José Arraes, presidente do Instituto Cultural do Alto Tietê (Icati) e morador no bairro do Mogilar, uma visita será feita hoje ao rio Tietê, na Ilha Marabá, em Mogi das Cruzes, pelo prefeito Vanderlon Oliveira Gomes (PL), a vice-prefeita, Priscila Yamagami, e outras lideranças ligadas à defesa e proteção deste manancial que […]
21/09/2021 14h07, Atualizado há 59 meses
Programada por José Arraes, presidente do Instituto Cultural do Alto Tietê (Icati) e morador no bairro do Mogilar, uma visita será feita hoje ao rio Tietê, na Ilha Marabá, em Mogi das Cruzes, pelo prefeito Vanderlon Oliveira Gomes (PL), a vice-prefeita, Priscila Yamagami, e outras lideranças ligadas à defesa e proteção deste manancial que empresta o nome à extensão territórial chamada de Alto Tietê, onde ele nasce e experimenta a morte logo após os primeiros quilômetros.
O Dia do Rio Tietê foi criado em abril de 1992, em projeto de lei de autoria do deputado JOão Caramez, durante o governo de Luiz Antonio Fleury Filho.
Arraes, para celebrar a data, programou uma homenagem que também será uma força de pressionar as autoridades por respostas para o lamentável estado de saúde do manancial que percorre as cidades da região.
Deverá participar Vanderlon, prefeito de Salesópolis, onde nasce o principal rio paulista, presidente o Subcomitê da Bacia do Rio Tietê Cabeceiras, órgão que acompanha o andamento de projetos que visam melhorar os índices de pureza das águas, que recebem as cargas ais fortes poluentes nas cidades de Biritiba Mirim e Mogi das Cruzes.
A escolha da Ilha Marabá para a reunião destas lideranças e defensores se dá porque essa reserva, que abraça do Tietê, foi destinada na gestão do ex-prefeito Junji Abe a projetos de Educação Ambiental, uma saída para a preservação, na opinião de Arraes.
“Amanhã (22), eu pretendo ir outra vez, e vou multiplicar os meus agradecimentos por ainda poder visita-lo, principalmente por ter sido um ano difícil envolvido em Pandemia, onde nos retraímos do convívio comum”, conta.
A convite para a visita foi enviado a lideranças e amigos que nos últimos anos se envolveram, de alguma forma, nos debates sobre o descuido e as ameaças ao Tietê, como o aumento da carga de poluição gerada pelo adensamento urbano em regiões rurais e centrais.
A ideia, diz o convite disparado a essas pessoas, é fazer uma homenagem ao rio.
“Aqui em Mogi, eu sei e conheço, muitos outros cidadãos que reconhecem a importância do Tietê entre nós, que afloram as suas indignações em textos, palestras e aulas e sempre homenageiam os benefícios e o privilégio por ele drenar as nossas terras”
O passeio atenderá aos protocolos sanitários, com o distanciamento das pessoas e o uso de máscaras.
Será uma oportunidade para se discutir, por exemplo, a demora na execução de projetos com dinheiro já liberado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos, para a melhoria da qualidade da água e de vida de fauna e flora ribeirinha, por meio da compensação financeira.
Somente para as cidades da região de Mogi das Cruzes, já foram autorizadas obras como os serviços de limpeza, desobstrução e desassoreamento nos lotes 6 e 7 do rio Tietê, em Biritiba-Mirim, com valor toral de R$ 9.986.919,29 ; além da remoção de macrófitas aquáticas flutuantes e desassoreamento em um trecho do rio Jundiaí no valor total de R$ 3.441.723,41, e também a ampliação da coleta seletiva por meio da implantação de ponto de entrega voluntária em região vulnerável a descartes irregulares na várzea do Rio Tietê, no valor de R$ 501.345,71.
Essas obras, no entanto, ainda estão pendentes, segundo Arraes.
Um das obras esperadas, e que está mais próxima de ser realizada,é no trecho de Mogi das Cruzes.
Há algumas semanas, o secretário estadual do Meio Ambiente, Marcos Penido, em visita a Mogi das Cruzes, detalhou o andamento de licitação para a limpeza de 5 quilômetros do Rio Tietê, que era esperado para o segundo semestre do ano passado, e até agora não teve início (leia reportagem)