Rota da Luz: caminho de fé atrai devotos
Nas duas primeiras semanas deste mês, os responsáveis pela Associação dos Amigos da Rota da Luz esperam receber 2 mil dos 7 mil peregrinos que deverão utilizar o caminho alternativo à Rodovia Presidente Dutra para chegar até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida durante todo este ano. Nos últimos dias, comércios mogianos, como padarias […]
07/10/2022 17h00, Atualizado há 46 meses
Nas duas primeiras semanas deste mês, os responsáveis pela Associação dos Amigos da Rota da Luz esperam receber 2 mil dos 7 mil peregrinos que deverão utilizar o caminho alternativo à Rodovia Presidente Dutra para chegar até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida durante todo este ano.
Nos últimos dias, comércios mogianos, como padarias e mercados existentes no marco inicial do percurso, na região do Nova Mogilar, registram a chegada de mais pessoas que vão cumprir a caminhada.
A Rota da Luz foi criada em 2016 pelo Governo do Estado como uma opção mais segura aos romeiros.
Em geral, a maioria dos que cumprem essa promessa anual chega até a cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, após caminhar pela “Dutra”, um acesso mais conhecido e mais curto, porém, considerado mais perigoso porque possui um grande movimento de veículos em todo o percurso entre São Paulo e o Vale do Paraíba.
A Rota da Luz passa percorre 201 quilômetros, 50 a mais do que o percurso pela via Dutra, a partir de Mogi das Cruzes.
Neste primeiro ano ainda de pandemia, mas com condições sanitárias mais favoráveis, o presidente do Conselho do Turismo de Mogi das Cruzes e um dos fundadores da Associação dos Amigos da Rota da Luz, Ubirajara Nunes, acredita que dois mil caminhantes devem passar por Mogi das Cruzes a caminho de Aparecida até o dia 12, feriado nacional que comemora a padroeira do Brasil. Ao longo do ano, esse número deve atingir 7 mil pessoas.
Um dos projetos que está sendo encerrado pela entidade é a sinalização criada na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, hoje candidato a vice-presidente da República.
Ontem, Lu Alckmin, ex-primeira-dama do Estado e uma das idealizadoras da Rota da Luz iniciou mais um ano de peregrinação e passou por Mogi das Cruzes, como O Diário divulgou.
Lu realiza o caminho todos os anos desde que o filho, Thomaz Rodrigues, morreu em 2015, aos 31 anos, em um acidente. Partiu dela o desejo de oferecer uma trilha mais segura aos que partilham da mesma fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida.
Setas
No trecho que percorre as cidades, a sinalização ajuda os peregrinos de primeira viagem e vinha sendo considerada um dos pontos negativos da Rota da Luz por visitantes. Isso porque partes do trajeto entre estradas vicinais, o caminhante chega a não cruzar com moradores ou outras pessoas que possam orientar na direção correta. Por dia, os devotos chegam a andar cerca de 30 quilômetros, dependendo do tempo planejado para fazer a viagem.
As setas são uma das características das rotas do turismo religioso e de aventura em todo o mundo. Elas se tornaram muito conhecidas por causa do Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha.
Uma outra pendência que Ubirajara tenta acertar, ainda neste mês, é a instalação de um pórtico que irá marcar o início do trajeto. A ideia, inicialmente, era instalar a estrutura adquirida pela Associação Amigos da Rota da Luz no Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, a rodoviária de Mogi das Cruzes.
Apesar dos pedidos aos responsáveis pela empresa Atlântica, concessionária do espaço, a entidade ainda não recebeu autorização para instalar, ali, o portal que iria identificar o início da romaria.
Os grupos de romeiros, em geral, chegam a Mogi das Cruzes de trem, e descem na Estação Estudantes, onde costumam carimbar o passaporte da Rota da Luz, documento que confirma o cumprimento do trajeto. Ali, os devotos fazem uma tradicional fotografia que marca o início da caminhada no gramado da rodoviária de Mogi.
Uma alternativa, diante da negativa da concessionária, será encontrar um espaço mais próximo à Estação Estudantes, segundo Ubirajara Nunes.