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Secretaria pede conscientização para segurança de ciclistas em Mogi

Após a morte de um ciclista na região do Centro Cívico, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Mogi das Cruzes voltou a falar sobre os planos para a rede de ciclofaixas, afirmou que acompanha as condições da avenida Álvaro Pavan, local do acidente fatal, e destacou que, apesar disso, “qualquer ação voltada à segurança […]

Por O Diário
07/04/2022 16h41, Atualizado há 52 meses

Após a morte de um ciclista na região do Centro Cívico, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Mogi das Cruzes voltou a falar sobre os planos para a rede de ciclofaixas, afirmou que acompanha as condições da avenida Álvaro Pavan, local do acidente fatal, e destacou que, apesar disso, “qualquer ação voltada à segurança viária somente terá eficácia com a conscientização de todos sobre a necessidade de convivência harmoniosa no trânsito”.

Logo após o acidente, coletivos de ciclistas usaram as redes sociais e cobraram medidas para melhorar as condições de segurança dos ciclistas, em corredores mais movimentados.

O grupo luta pela liberação de mais quilômetros de ciclofaixa, em pontos como a margem da linha ferroviária entre Braz Cubas e a área central.

Um outro grave acidente com um jovem mogiano, no ano passado, já havia fomentado cobranças ao poder público municipal.

Na quarta-feira (6), um homem de 64 anos foi atropelado e morreu na avenida Álvaro Pavan, nas proximidades da Estação Estudantes, onde há tráfego intenso, inclusive de ônibus, e de pedestres em direção aos terminais ferroviário e rodoviário, e aos prédios de órgãos públicos, como o Fórum.

Em resposta a O Diário, por meio de nota, a Prefeitura de Mogi afirmou que a cidade possui uma das maiores redes de ciclovia do Alto Tietê, com 32,38 quilômetros de vias cicláveis, “o que inclui ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, localizadas em diversas regiões da cidade: os distritos de Jundiapeba, Braz Cubas e César de Souza e bairros como Vila Nova Mogilar, Rodeio, Jardim Armênia, Socorro, Conjunto Cocuera, Jardim Santista, Vila Industrial, Vila São Francisco e Centro”

Esse índice, destaca a gestão, “é o maior de toda a região do Alto Tietê”.

A pasta lembra que está em implantação a ciclovia entre o Socorro e César de Souza, passando pelas avenidas João XXIII e Vereador Narciso Yague Guimarães,além dos estudos que visam acrescentar outros 30 quilômetros de corredores exclusivos para as bikes, nos projetos para a região leste, dentro do programa Viva Mogi (o antigo Ecotietê).

Sobre o acidente, em si, a administração conta que o Samu foi acionado e atendeu ao chamado. “O acidente envolveu um automóvel e a bicicleta. As equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana foram encaminhadas para o local e permaneceram orientando o trânsito durante o período em que a via ficou interditada para o trabalho da perícia. As circunstâncias da ocorrência deverão ser esclarecidas pelo inquérito policial”.

Educação no trânsito

A Prefeitura comenta que o trecho da rua Professor Álvaro Pavan próximo à Estação Estudantes possui grande movimentação de veículos, ciclistas e pedestres, além de estacionamento de veículos.

“O acompanhamento das condições da via é feito por meio do trabalho rotineiro dos agentes municipais de trânsito. No entanto, qualquer ação voltada à segurança viária somente terá eficácia com a conscientização de todos sobre a necessidade de convivência harmoniosa no trânsito. Para isso, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana vem desenvolvendo, durante todo o ano, uma série de ações voltadas à Educação para o Trânsito, que envolvem distribuição de materiais informativos, palestras e ações com grupos específicos (inclusive motoristas do transporte coletivo e ciclistas) e atividades com crianças, como a Escola Mirim de Trânsito e concurso voltado aos alunos das redes pública e particular”.

A gestão fala ainda que busca de recursos federais para a revisão do Plano de Mobilidade Urbana, que traz diretrizes para toda a mobilidade do município, e para a elaboração do Plano Cicloviário do município. “Este estudo será específico para o transporte cicloviário e deverá trazer informações e subsídios para que possam ser adotadas novas medidas e intervenções, garantindo a funcionalidade do sistema e melhores condições para o trânsito com bicicletas”.

A resposta não comenta, no entanto, o pedido de transformação da ciclofaixa ao longo da linha ferroviária, como sugerem dos coletivos de ciclistas. 

 

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