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Secretário Gorinchteyn anuncia leitos de UTI e inaugura alas no Hospital Dr. Arnaldo

No aniversário dos 93 anos do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, comemorado hoje (2), o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, anunciou mais 44 leitos para o serviço hospitalar, localizado no distrito de Jundiapeba, e inaugurou duas alas do antigo leprosário Santo Ângelo, com os nomes dos médicos, ambos já falecidos: o pediatra Onofre Zambuzzi […]

Por O Diário
02/08/2021 14h22, Atualizado há 61 meses

No aniversário dos 93 anos do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, comemorado hoje (2), o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, anunciou mais 44 leitos para o serviço hospitalar, localizado no distrito de Jundiapeba, e inaugurou duas alas do antigo leprosário Santo Ângelo, com os nomes dos médicos, ambos já falecidos: o pediatra Onofre Zambuzzi (1921-1973), pediatra que trabalhou no estado por 35 anos, já falecido, e o cardiologista Ricardo Baltazar Harada (1969-2020), que faleceu em agosto passado, após ter sido infectado com o coronavírus.

A solenidade foi acompanhada por familiares dos dois médicos, pelo deputado estadual, André do Prado, o prefeito Rodrigo Ashiuchi, de Suzano, e a vereadora Malu Fernandes. Os serviços já estavam em funcionamento, mas receberam os nomes dos dois médicos.

Com a ampliação anunciada, o Centro de Reabilitação, como passou a ser denominado, passará a contar com 80 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes crônicos, sendo metade para adultos e metade para crianças. Não foi prevista uma data para a inauguração das novas vagas.

Hoje, estão em operação 36 leitos, sendo 8 adultos e 28 para crianças.

Segundo a coordenadora de Serviços de Saúde do Estado, Magali Vicente Proença, o Estado irá buscar os recursos para ativação destes novos leitos, que permitirão a ampliação do tratamento aos pacientes crônicos da região. Não foi informado quando esses recursos estarão disponibilizados.

Homenagens

Onofre Zambuzzi foi médico durante 35 anos no Governo do Estado, com passagens como a direção do Centro de Saúde I (onde está hoje, o AME), além de atuar como professor e diretor do curso de Pediatria na Universidade de Mogi das Cruzes. Foi também um dos fundadores de serviços particulares, como a Clínica São Nicolau e o Hospital Ipiranga.

Já Ricardo Baltazar Harada se formou na mesma turma de Gorinchteyn, há 27 anos, como conta o professor, médico e ex-secretário de Saúde, Henrique Naufel. Ambos são da 20ª turma da Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

Harada faleceu aos 51 anos ao contrair a doença, e foi o tercceiro médico, até aquele momento, vítima da doença em Mogi das Cruzes. 

Naufel é casado com uma das filhas de Zambuzzi, Cristina. “São dois nomes que marcaram a medicina e os serviços de saúde na cidade”, comentou Naufel, destacando que ambos trabalharam nos serviços público e particular.

Harada faleceu no ano passado, o que emocionou muitos de médicos, amigos e pacientes. “Era um médico muito querido por todos”, reforçou Naufel.

A esposa de Harada, Katia, veio para a homenagem, que não foi divulgada antecipadamente à imprensa regional.

Naufel, que deixou a Prefeitura de Mogi, em abril deste ano, não comentou sobre anúncios feitos pelo secretário. Mas, admitiu que os leitos para a Covid continuarão abertos e em atendimento no Dr. Arnaldo, e que investimentos para serviços como o hospital de Suzano deverão ser anunciados pelo Governo do Estado.

Fundação

Esse serviço hospitalar foi fundado em 1928,  como um sanatório para atender pacientes com a hanseníase. O primeiro nome foi Santo Ângelo. É o primeiro hospital colônia do Brasil. O complexo foi construído para abrigar pacientes no século 19.

A partir de 1960, com os avanços no tratamento da doença, o hospital passou a receber outros pacientes crônicos, porém até hoje abriga cerca de 50 colonos hansenianos, segundo informa a Secretaria de Estado de Saúde.

Atualmente a unidade hospitalar é referência no país para o tratamento de pacientes de longa permanência, conta com 850 funcionários diretos, e além dos leitos de UTI Crônica Adulta e Pediátrica; dispõe de unidade asilar; área de infectologia e ambulatório de especialidades, realizando em média 1.123 atendimentos ambulatoriais por mês.

Em abril passado, após forte pressão regional, o hospital também iniciou o atendimento de recuperação pós-Covid-19 em uma ala que estava projetada para tratar a dependência química.

 

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