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Secretário Rubens se defende das denúncias de assédio feitas pela vereadora Malu

O secretário municipal adjunto de Governo, Rubens Pedro de Oliveira, se manifesta sobre as denúncias de assédio moral feitas durante sessão na Câmara de Mogi, pela vereadora Malu Fernandes (SD), e diz que não acredita em política feita com base em “boatos” ou “fofocas” e por isso se coloca à disposição para “ponderações diretas, sempre […]

Por O Diário
11/11/2022 17h00, Atualizado há 45 meses

O secretário municipal adjunto de Governo, Rubens Pedro de Oliveira, se manifesta sobre as denúncias de assédio moral feitas durante sessão na Câmara de Mogi, pela vereadora Malu Fernandes (SD), e diz que não acredita em política feita com base em “boatos” ou “fofocas” e por isso se coloca à disposição para “ponderações diretas, sempre aberto ao diálogo com todos os parlamentares, sem exceções ou distinções”.

A vereadora usou a tribuna da Câmara para reclamar sobre a atuação do secretário (veja matéria aqui).

“Sempre prezei pelo respeito e pela diplomacia das relações políticas. Não compactuo, portanto, com a prática de ameaças e com fomento de rumores. Acredito no diálogo e, com grande respeito que nutro pela vereadora Malu Fernandes, confesso que me causou surpresa a sua fala durante a sessão da última terça-feira (08)”, afirma ele, em nota encaminhada a O Diário.

Rubens Pedro demonstrou surpresa com a declaração feita em plenário da Câmara pela vereadora, “principalmente pelo fato de que ela sempre teve grande abertura para conversar e elucidar possíveis ruídos, mas não o fez”.

Malu disse ter recebido “recado mandado pelo adjunto ameaçando de fechar as portas da Prefeitura” para ela por causa de questionamentos feitos à gestão a respeito de temas como escola especial, transportes, inauguração da maternidade e outros.

Segundo o adjunto, a vereadora “optou por usar a tribuna para desabafar”, sem ao menos verificar a autenticidade da informação. Não acredito na política feita com base em “boatos” ou “fofocas”. Por isso, continuou, “estou disponível para ponderações diretas, sempre aberto ao diálogo com todos os parlamentares, sem exceções ou distinções.”

O assunto provocou discussão e dividiu os vereadores. Parte da Casa queria convocar Pedro Rubens para ir até a Câmara explicar a pressão que ele estaria fazendo à parlamentar – integrante da base de apoio do prefeito Caio Cunha (PODE) na Câmara – para evitar que ela cumpra a sua função de questionar e fiscalizar as ações do Executivo. Porém, a maioria dos parlamentares foi contra a conovocação, por entender que não havia essa necessidade.

Os vereadores contrários a convocação do adjunto disseram que o certo seria a vereadora identificar quem foi a pessoa que teria dado o recado para que tudo fosse esclarecido. Malu, no entanto, preferiu não revelar, mas afirmou que “não se envolve em fofoca” e que o recado teria partido de “um funcionário que passou a mensagem a pedido do próprio adjunto”.

A Prefeitura também se manifestou a respeito e declarou que “o relacionamento entre o Executivo e o Legislativo municipal se dá de forma harmônica, dentro dos preceitos constitucionais, cada qual com suas atribuições e autonomia. O Executivo respeita o discurso da nobre vereadora e vai apurar os fatos. Contudo, já é possível adiantar que em momento algum a atual gestão tentou cercear a atividade de qualquer parlamentar”.

Veja a nota encaminhada por Rubens Pedro, na íntegra:

“Sempre prezei pelo respeito e pela diplomacia das relações políticas. Não compactuo, portanto, com a prática de ameaças e com fomento de rumores. Acredito no diálogo e, com grande respeito que nutro pela Vereadora Malu Fernandes, confesso que me causou surpresa a sua fala durante a sessão da última terça-feira. Principalmente pelo fato de que ela sempre teve grande abertura para conversar e elucidar possíveis ruídos, mas não o fez. Optou por usar a tribuna para desabafar, sem ao menos verificar a autenticidade da informação. Não acredito na política feita com base em “boatos” ou “fofocas”. Por isso, estou disponível para ponderações diretas, sempre aberto ao diálogo com todos os parlamentares, sem exceções ou distinções.”

      

 

 

 

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