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Semae vai apurar a causa de mau cheiro próximo à feirinha natural, na Ilha Marabá

Atendendo a uma denúncia do presidente do Instituto Cultural e Ambiental do Alto Tietê (Icati), ambientalista José Arraes, técnicos do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) deverão fazer, na próxima semana, uma vistoria em rede de esgotos que corta parte do bairro do Mogilar e que estaria sendo responsável por um forte mau cheiro, […]

Por O Diário
28/11/2021 17h23, Atualizado há 57 meses

Atendendo a uma denúncia do presidente do Instituto Cultural e Ambiental do Alto Tietê (Icati), ambientalista José Arraes, técnicos do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) deverão fazer, na próxima semana, uma vistoria em rede de esgotos que corta parte do bairro do Mogilar e que estaria sendo responsável por um forte mau cheiro, sentido pelos frequentadores da feira de produtos naturais que vem sendo realizada nas proximidades da Ilha Marabá.

“Quando fui lá na Ilha Marabá para conhecer a feirinha, senti um forte cheiro de esgoto. Imediatamente questionei os organizadores sobre como vender produtos naturais de alimentação com aquele mau cheiro intenso.Liguei para a Secretária do Meio Ambiente que, imediatamente, acionou o Semae.

Segundo Arraes, uma equipe da autarquia deverá comparecer ao local na próxima segunda-feira (29) para avaliar a situação e ele promete estar presente para acompanhar o trabalho dos técnicos no local
Arraes conhece bem o problema.Segundo ele, sob a rua Doutor Deodato Wertheimer, existe uma galeria de tubos quadrados que vem desde a altura da linha férrea até a Ilha Marabá, onde os dejetos por ela trazidos são despejados diretamente no rio Tietê.

“Todos sabíamos que está galeria tinha de ter manutenção constante, pois da Padaria Natural para baixo, ela “afoga” e causa mau cheiro. Por isso, o projeto planejou fazer ali poços de visitas. O que está parecendo é que esta manutenção não está sendo feita, ou o cheiro vem da estação elevatória, que está mais no final da rua…”, afirma o ambientalista, que pretende tirar as dúvidas junto com os técnicos do Semae que farão a vistoria no local, pela manhã.

“Ambas as obras precisam de manutenção, pois os esgotos podem influir nos lençóis freáticos e na qualidade da água do Tietê. O Semae sabe disso”, afirma Arraes que, na condição de presidente da Associação dos Amigos do Bairro do Mogilar, reivindicou e acompanhou a maior parte das obras realizadas naquela região da cidade..
 
Ilha Marabá

Arraes defende a realização da feirinha natural no bairro. A feira funcionava inicialmente no interior da Ilha Marabá, mas agora vem acontecendo do lado de fora, junto à rua Delphino Alves Gregório.
Ele também é um antigo defensor da Ilha Marabá, que só existe como polo de pesquisa por interferência da Associação dos Amigos do Mogilar.

“Essa ilha é nossa, dos moradores do bairro, fomos nós que a descobrimos, fomos nós que pleiteamos a sua retoma da para o município – pois era uma propriedade particular –, e fomos nós, no governo do ex-prefeito Junji Abe, que conseguimos construir e torná-la um lugar destinado para Educação Ambiental, depois que a UBC (ainda quando o arquiteto Francisco Chavedar era professor) fez, a nosso pedido, o projeto arquitetônico do local”, lembra Arraes.

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