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Servidores protestam contra acordo salarial fechado entre Prefeitura e Sindicato

Servidores da Prefeitura de Mogi se reuniram em frente à sede da Administração Municipal, no início da noite desta terça-feira (19) para fazer um protesto contra o acordo salarial assinado pela Prefeitura e Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes (Sintap), de um reajuste de 10,92% sobre os pagamentos. Os manifestantes […]

Por O Diário
20/04/2022 13h56, Atualizado há 52 meses

Servidores da Prefeitura de Mogi se reuniram em frente à sede da Administração Municipal, no início da noite desta terça-feira (19) para fazer um protesto contra o acordo salarial assinado pela Prefeitura e Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes (Sintap), de um reajuste de 10,92% sobre os pagamentos. Os manifestantes defendem uma correção de 15,89% nos salários, índice de inflação do Índice de Preço ao Consumidor (IPC) dos últimos dois anos

Os manifestantes, mais de 100, levaram faixas e equipamentos de som para defender a revisão salarial que consideram “justa” e dizer que não concordam com o acordo feito pelo sindicato e prometem que “vai ter luta sim”.

Os representantes do Sintap afirmam que a proposta de 10,92%, foi votada e aprovada em assembleia realizada na última sexta-feira (14). O documento, assinado durante reunião com prefeito Caio Cunha (PODE), na terça-feira (19), será encaminhado para o Ministério do Trabalho para ser homologado, de acordo com os sindicalistas.

Poucos momentos antes do protesto, o chefe do Executivo fez uma postagem em suas redes sociais, mostrando a foto da reunião com os sindicalistas. “Acabamos de assinar o acordo coletivo que garante aos servidores públicos a recomposição salarial de 10,92% em Mogi das Cruzes. Desses, 5,64% tratam-se de um aumento real, referente a janeiro. Sobre este valor, incide mais uma porcentagem de 5% a partir de março. Além dessa recomposição, o acordo também prevê uma série de benefícios, como mais 2 faltas abonadas no ano, aumento de 100% no valor do vale-alimentação aos servidores que têm direito, e a criação da jornada 2×2. Estamos valorizando quem cuida da cidade com tanto carinho!”, escreveu Caio.     

A proposta feita ao Sintap e aprovada em assembleia na noite da última quarta-feira (13) de índice composto de 5,64% retroativo a janeiro deste ano e 5% a partir de março, é superior ao acumulado da inflação de 9,73%. A gestão alega que dobrou  o valor do VA aos 1.992 servidores, passando de R$ 207,65 para R$ 415,30; junto com benefício de auxílio funeral estendido aos celetistas; uma folga para os servidores da jornada 12×36; flexibilidade no horário do almoço e melhoria das condições de trabalho na garagem de ônibus da educação; e a concessão de quatro faltas abonadas por ano.

Sobre a manifestação, em nota encaminhada à O Diário, o governo municipal afirma ainda que “a Prefeitura respeita todo tipo de manifestação e esclarece que não dispõe de viabilidade orçamentária para um reajuste maior do que o proposto neste momento.

Sindicato

Tesoureiro do Sindicato, Paulo Ricardo Alves Ramalho esclarece que a entidade “negociou até onde deu para tirar uma proposta melhor para a categoria, mas de acordo com a Prefeitura, não é possível oferecer mais que o que já foi oferecido”. Ele explica que incialmente a administração “queria conceder apenas 3% de reajuste, porém insistimos até que conseguimos aumentar para 5% e a dobra do vale alimentação e as quatro abonadas”.

Ramalho fala sobre as duas assembleias realizadas. Na primeira, o Sindicato fez a leitura dos itens da pauta de reivindicações e colocou em votação. Na ocasião, a proposta foi reprovada. A partir daí, segundo ele, foi formada uma comissão que acompanhou a direção do sindicato em mais uma rodada de negociações com a administração, na última sexta-feira. Após o encontro na Prefeitura, ele ressalta que foi feita a segunda assembleia com mais de 250 servidores, “sendo que a grande maioria dos presentes aprovou a proposta”.

Sobre a manifestação de parte dos funcionários que não concordam com a proposta da Prefeitura, ele afirma que acha válido o protesto, mas observa que assembleia é soberana. “O sindicato respeita o contraditório, mas infelizmente não foi por falta de tentativas. Tentamos, mas não conseguimos um resultado que atendesse o desejo de todos. Frustrante, mas esta é a realidade”, argumenta.

Legislativo

Um grupo de vereadores esteve presente no protesto para dar apoio aos servidores, que solicitaram a ajuda deles para pedir a reabertura das negociações com o Executivo.   

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