Sindicato questiona a segurança na volta às aulas em Mogi
Desde a última segunda-feira (24) está permitida a retomada gradual das aulas presenciais nas unidades escolares da rede municipal de ensino de Mogi das Cruzes. Para entender quais são as medidas de segurança que envolvem este retorno o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi e Guararema (Sintap) enviou à prefeitura questionamentos sobre […]
28/05/2021 17h41, Atualizado há 60 meses
Desde a última segunda-feira (24) está permitida a retomada gradual das aulas presenciais nas unidades escolares da rede municipal de ensino de Mogi das Cruzes. Para entender quais são as medidas de segurança que envolvem este retorno o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi e Guararema (Sintap) enviou à prefeitura questionamentos sobre o cronograma e as regras do período.
Vale lembrar que, para orientar a volta às aulas, a Secretaria Municipal de Educação já emitiu um “guia prático” para esclarecer como funciona a “modalidade híbrida”. Este documento, de 20 páginas, pode ser acessado clicando aqui.
Conforme consta no site do Sintap, foi protocolado na Secretaria Municipal de Educação um texto que “consolida os questionamentos dos profissionais quanto ao cronograma e as regras – seguindo todos os protocolos e recomendações de acordo com as autoridades de saúde – sobre o retorno das aulas presenciais na rede municipal de ensino”.
O documento também destaca “a importância de se fixar diálogos” entre o responsável pela Educação de Mogi, André Stábile, e a “comissão sindical formada para esta finalidade”.
É do interesse do Sintap “adiar as datas de retorno das aulas presenciais”, para garantir que “todos os servidores da Educação possam ser vacinados”. Segundo o sindicato, “deve-se avaliar que a volta do ensino na modalidade presencial envolve os alunos da educação infantil, cuja maturidade não está desenvolvida suficientemente para evitar contato físico em casos de choro, brincadeiras e socializações”.
Há ainda outros argumentos, como sobre a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 na cidade, que está fixada em 77,4%, conforme números do site da prefeitura. “Estamos preocupados com a preservação da saúde dos servidores, alunos e familiares devido aos números de infectados e ocupação de leitos”, afirma a professora Milena Andere.
No site do Sintap consta também preocupação em relação a época do ano. “Outono e inverno são períodos predispostos para a ocorrência de diversas doenças respiratórias como resfriado, asma, gripe, sinusite, pneumonia e outras, dificultando o diagnóstico da Covid-19”.
Cenário
Conforme mostrou O Diário na última segunda-feira (24), as primeiras turmas a retornarem são do 6º ao 9º ano no Cempre Benedito Ferreira Lopes e da Educação de Jovens e Adultos (EM Coronel Almeida e Escola de Empreendedorismo e Inovação – EEI), além dos cursos profissionalizantes oferecidos em unidades do Crescer, que estejam adequadas ao protocolo sanitário.
Já no dia 31 será a vez do retorno das turmas de creche e pré-escola, somente nas escolas municipais e subvencionadas adequadas ao protocolo sanitário.
Em resposta aos questionamentos protocolados pelo Sintap, que usa como argumento o “aumento de casos e mortes por Covid-19” em Mogi, a prefeitura diz estar “analisando os indicadores epidemiológicos no município e fazendo um intenso processo de escuta de todos os setores da sociedade, além de acompanhar a situação de todas as unidades escolares com relação aos protocolos de segurança sanitária exigidos”.
Em nota, a administração municipal também informa que, para “aprofundar” este processo está “formando o Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação (GAEPE), a fim de reunir representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário e da sociedade civil em torno das discussões do retorno das aulas”.
Como este grupo é uma “ampliação da Brigada da Pandemia na Educação”, a pasta entende que “será possível informar em breve as definições sobre os próximos passos do retomada às aulas presenciais”.
O texto enviado a O Diário destaca ainda o “trabalho de readequação das escolas e capacitação dos servidores para que o retorno gradual às aulas seja seguro e focado no cuidado e proteção à vida”.