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Sistema Alto Tietê opera com 32,3% a menos de água do que na mesma época de 2019

A chuva acumulada nos 11 primeiros dias de novembro no Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) supera em apenas seis milímetros o acumulado no mesmo período do ano passado, de 30 para 36 mm. No entanto, o volume acumulado agora nas cinco represas representa 32,3% a menos do que o registrado em 11 de novembro […]

Por O Diário
11/11/2020 12h27, Atualizado há 70 meses

A chuva acumulada nos 11 primeiros dias de novembro no Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) supera em apenas seis milímetros o acumulado no mesmo período do ano passado, de 30 para 36 mm.

No entanto, o volume acumulado agora nas cinco represas representa 32,3% a menos do que o registrado em 11 de novembro de 2019. Segundo os dados divulgados diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), nesta mesma época, o Spat operava com 80% da capacidade, enquanto hoje este número está em 54,1%.

O total de chuvas acumulado até o momento nas represas representa apenas 27% dos 130,5 milímetros de média histórica para o mês.

Das cinco barragens, três estão em situação mais complicada. A do Rio Jundiaí opera com 6,59% da capacidade, a de Taiaçupeba está com 11,3% enquanto a de Biritiba Mirim tem 11,9% do total que pode armazenar de água. A situação é mais tranquila apenas em Paraitinga, que tem 58,3% da capacidade e Ponte Nova com 79,7%.

Nos dez primeiros meses deste ano, o volume acumulado de chuva foi maior do que o esperado apenas em janeiro, fevereiro, junho e agosto, nos demais a pluviometria ficou bem abaixo do esperado, com destaque para abril, que choveu apenas 3,7 milímetros dos 95,9 mm esperados.

Avaliação

Em entrevista recente a O Diário, o engenheiro e professor José Roberto Kachel dos Santos falou da situação enfrentada pelo Spat neste ano, sobretudo pelo baixo índice pluviométrico acumulado no período 2019/2020. Ele ainda apontou a ocupação irregular da várzea do rio Tietê em Biritiba Mirim, que impede a liberação plena da água acumulada nas represas de Ponte Nova e Paraitinga, que estão praticamente cheias, enquanto as de Taiaçupeba e Jundiaí operam com baixo estoque.

As duas situações, avaliou, exigirão nos próximos meses a tomada de decisão sobre a operação do Spat para não comprometer o abastecimento, já em dezembro, caso os índices de chuva previstos por estudos meteorológicos de pouca chuva para novembro sejam confirmados.

“Uma luzinha amarela de alerta acende, pois a pluviometria total no SPAT no ano hidrológico de 2019/20 foi de 1.029 milímetros (mm), ou seja, 29% abaixo da média histórica que é 1.442 mm”, pontuou.

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