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Alto Tietê exporta mais de R$ 1 bilhão e aposta em infraestrutura

Região concentra cerca de duas mil indústrias de transformação, que empregam aproximadamente 75 mil pessoas – cerca de 25% dos empregos formais locais

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23/05/2025 18h54, Atualizado há 6 meses

Em 2024, as indústrias do Alto Tietê exportaram US$ 1,025 bilhão em produtos, principalmente máquinas, aparelhos mecânicos, papel e cartão. Os principais destinos foram Estados Unidos, Argentina e Paraguai. A região concentra cerca de duas mil indústrias de transformação, que empregam aproximadamente 75 mil pessoas – cerca de 25% dos empregos formais locais.

Para José Francisco Caseiro, diretor regional do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) Alto Tietê, “a diversidade produtiva é um importante aliado que ajuda o setor a enfrentar com mais resiliência os desafios macroeconômicos”.

Os setores mais presentes são papel e celulose, metalurgia, automóveis e químico. “O Alto Tietê é cortado por importantes rodovias, está ao lado do maior aeroporto da América do Sul e próximo ao Porto de Santos, o que torna a logística da região privilegiada”, afirma Caseiro.

Apesar dos bons números, ele aponta que a reindustrialização precisa entrar na agenda de políticas públicas: “É um passo crucial para fortalecer o setor, que é um dos maiores motores de desenvolvimento econômico do país”. Entre as demandas, cita investimentos, crédito e ações voltadas à inovação e sustentabilidade.

Fábio Matos, presidente do Conselho da Agência de Fomento Empresarial (AGFE), também destaca os obstáculos enfrentados: 

“De forma geral, há problema com mão de obra qualificada. Existe falta de profissionais especializados”, diz. Além disso, ele menciona a carga tributária elevada e as altas taxas de juros como barreiras para investimentos. “As empresas precisam ter um planejamento tributário e financeiro eficiente para enfrentar o dia a dia”, completa.

Para Matos, a modernização é imprescindível: “Hoje a indústria é 4.0 e precisa de investimento. Muitas empresas não sabem, mas existe a Lei do Bem, no âmbito federal, e, em Mogi das Cruzes, o PROMAE, que incentiva quem investe em desenvolvimento tecnológico”.

Segundo ele, as indústrias associadas à AGFE já estão nesse caminho: “Todas investem em automação, tecnologia e inovação de alguma maneira, sempre buscando aprimorar e melhorar”.

Obras de infraestrutura anunciadas também podem impulsionar o setor, como a alça de acesso da rodovia Ayrton Senna ao distrito industrial do Taboão, em Mogi das Cruzes, e a alça do Rodoanel em Suzano. 

Sobre as obras facilitarem, vale destacar que Suzano e demais municípios do Alto Tietê receberão R$ 1 bilhão em investimentos para o desenvolvimento da mobilidade urbana. O aporte financeiro foi oficializado ainda em abril, com a assinatura de um convênio entre a Prefeitura de Suzano e o Governo do Estado de São Paulo. O documento viabiliza a execução de intervenções para a criação de alças de saída no Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21)

“Esses investimentos facilitarão o escoamento de mercadorias e atrairão mais empresas para a região”, finaliza Caseiro.

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