Alto Tietê pode ser afetado em R$ 1,1 bilhão após novas taxações de Trump
Suzano é a cidade mais afetada da região e a 6ª do país, com quase US$ 192 milhões
28/07/2026 18h46, Atualizado há 0 horas
Suzano é a 6ª cidade mais afetada do país, com US$ 191,9 milhões (cerca de R$ 984,7 milhões) | Foto: Divulgação
A região do Alto Tietê pode ser afetada em US$ 225,8 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão na cotação atual) após as últimas duas taxações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros.
O levantamento foi feito pelo Estadão com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Amcham Brasil. 859 municípios do país serão afetados, de acordo com os dados.
Na lista, é possível encontrar sete cidades do Alto Tietê. Os únicos municípios que não aparecem são Biritiba Mirim, Salesópolis e Santa Isabel.
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Suzano é a 6ª cidade mais afetada no Brasil, com US$ 191,9 milhões (cerca de R$ 984,7 milhões). Arujá será afetado em US$ 16,3 milhões (R$ 84,1 milhões), Mogi em US$ 14,7 milhões (R$ 75,6 milhões) e Guararema em US$ 1,4 milhão (R$ 7,4 milhões).
Depois aparecem Ferraz de Vasconcelos, que será afetado em US$ 694,4 mil (R$ 3,5 milhões), Itaquaquecetuba, em US$ 639,4 mil (R$ 3,2 milhões), e Poá, em US$ 8,9 mil (R$ 45,7 mil).
Tarifaço
Os Estados Unidos aplicaram uma tarifa de 25% sobre produtos comprados do Brasil, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Dois dias depois, passou a vigorar uma segunda taxação, de 12,5%. Existem produtos que foram taxados duas vezes e ficarão 37,5% mais caros na exportação.
Entre os itens que estão nas duas novas tarifas estão: madeira, máquinas e equipamentos mecânicos, químicos, alimentos, calçados, móveis e confecções.
O impacto no Alto Tietê ficou, principalmente, nas máquinas e equipamentos mecânicos. Suzano, por exemplo, será afetada em US$ 131,9 milhões (R$ 676,8 milhões) apenas nesse segmento. Outro setor muito afetado na cidade é papel e cartão, com US$ 58,2 milhões (R$ 299 milhões).
Arujá também tem seu maior impacto na área de máquinas e equipamentos mecânicos, com US$ 16 milhões (82,5 milhões). Em Mogi, esse segmento impactará em US$ 11,7 milhões (R$ 60,4 milhões).
No Brasil
A cidade mais afetada no Brasil é Piracicaba, em São Paulo, com US$ 1,1 bilhão (cerca de RS 6,1 bilhões). O município tem grande atuação em máquinas e equipamentos mecânicos, com US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões); produtos químicos orgânicos, com US$ 56,3 milhões (R$ 289 milhões); papel e cartão, com US$ 41,2 milhões (R$ 211,6 milhões); açúcares e produtos de confeitaria, com US$ 26,7 milhões (R$ 137 milhões); e gorduras e óleos animais, com US$ 12,6 milhões (R$ 64,7 milhões). A cidade também é afetada em outros setores, mas em menores proporções.
O top-5 é fechado com São Paulo, com US$ 239,4 milhões (R$ 1,2 bilhão); Joinville, em Santa Catarina, com US$ 229,9 milhões (R$ 1,1 bilhão); Serra, no Espírito Santo, com US$ 216,1 milhões (R$ 1,1 bilhão); e Petrópolis, no Rio de Janeiro, com US$ 203,7 milhões (R$ 1 bilhão).