CPTM retoma operação das linhas 11, 12 e 13 e do Expresso Aeroporto nesta sexta-feira (24)
Segundo divulgado, serviço transcorre com normalidade; CPTM irá operar as linhas por 90 dias para "garantir a qualidade do serviço e prevenir novas falhas"
24/07/2026 10h13, Atualizado há 0 horas
Trem da CPTM | Foto: Divulgação
Desde as primeiras horas desta sexta-feira (24), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retomou a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e do serviço Expresso Aeroporto. A retomada é acompanhada por equipes da Equipes da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e do Centro de Controle Operacional (CCO) da própria CPTM. Segundo divulgado, até o momento, as linhas operam com normalidade.
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A CPTM voltou à operação das linhas por um período inicial de até 90 dias. A medida foi determinada pelo Governo de São Paulo e pela Artesp após falhas registradas nos primeiros dias da operação sob responsabilidade da concessionária Trivia Trens, que afetaram a prestação do serviço aos passageiros. Ontem (23), um trem pegou fogo na Estação Brás e chegou a causar a paralisação das linhas 12-Safira e 13-Jade.
A decisão, segundo divulgado, está prevista no contrato de concessão e tem como objetivo assegurar a continuidade e a qualidade do atendimento, reduzir os impactos aos usuários e prevenir novas ocorrências. Durante o período, a Artesp manterá o acompanhamento permanente da operação e avaliará o cumprimento das obrigações contratuais.
A fiscalização ocorre em tempo real, com o acompanhamento de indicadores como intervalos entre os trens, regularidade das viagens, disponibilidade da frota, ocorrências operacionais e atendimento prestado aos passageiros. Para essa operação, a CPTM mobilizou profissionais das áreas de operação, manutenção, engenharia, segurança e atendimento.
“Foi um trabalho de retomada muito rápido, porque a CPTM ainda estava mobilizada e preparada. A Companhia está preparada e tem o conhecimento e a capacidade técnica para esta retomada dos serviços pelo prazo determinado pela Artesp, ofertando serviço de qualidade e principalmente transferindo o conhecimento para a concessionária”, diz o presidente da CPTM, Michael Cerqueira.
Apuração das falhas
Paralelamente à retomada da operação pela CPTM, a Artesp instaurou procedimento para identificar as causas das falhas registradas e apurar eventual responsabilidade da concessionária pelas ocorrências que afetaram o serviço. A agência poderá adotar as medidas administrativas e aplicar as penalidades previstas no contrato, de acordo com as conclusões da apuração. O contrato de concessão estabelece mecanismos de fiscalização, responsabilização e intervenção que permitem ao poder público atuar diante de problemas na prestação do serviço.
O diretor-presidente da Artesp, André Isper, também explicou que foi aberto um comitê para investigar o que provocou os danos ao trem, constituído pela Artesp, CPTM, concessionária e a fabricante do trem.
A agência reforça que os contratos de concessão estabelecem mecanismos claros de fiscalização e responsabilização e que atuará com rigor para assegurar o cumprimento das exigências contratuais e a qualidade do serviço prestado à população.