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Entenda o escândalo de corrupção que condenou o ex-prefeito e 4 ex-vereadores de Biritiba Mirim

Processo teve início em 2018, quando vídeos mostrando Jarbas Ezequiel entregando maços de dinheiro para os vereadores foram divulgados

Por Fabricio Mello
23/11/2024 16h20, Atualizado há 14 meses

Trecho do vídeo onde Jarbas aparecia entregando maços de dinheiro | Reprodução/Arquivo/TV Diário

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou por corrupção o ex-prefeito de Biritiba Mirim, Jarbas Ezequiel de Aguiar, e os ex-vereadores Eduardo de Melo, José Rodrigues Lares, Paulo Rogério dos Santos e Luis Carlos dos Passos a quatro anos de prisão e 20 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

A condenação nesta quinta-feira (21) marca o possível desfecho de um caso que teve início em 2018. Na época, o escândalo veio à tona quando um vídeo, onde o ex-prefeito aparecia distribuindo maços de dinheiro para os então vereadores, foi divulgado.

Na época, a prefeitura de Jarbas Ezequiel questionou a veracidade dos vídeos, chegando a dizer que eles haviam sido divulgados por um perfil falso nas redes sociais.

O caso foi apresentado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e, poucos dias depois da divulgação das imagens, tanto o prefeito quanto os parlamentares foram afastados dos seus respectivos cargos.

Agora, na sentença, ficou concluído que os vereadores recebiam propinas de maneira regular. Segundo o documento, o então prefeito oferecia os valores em dinheiro para garantir que os parlamentares votassem a seu favor em processos nas Comissões Especiais de Investigação (CEIs). Com isso, Jarbas foi condenado por corrupção e os ex-vereadores foram condenados por corrupção passiva – já que eles receberam a propina.

Esses processos, vale relembrar, tinham o objetivo de apurar irregularidades em contratos na Saúde de Biritiba Mirim e poderiam, inclusive, resultar na cassação do ex-prefeito Jarbas.

Segundo informações do TJ-SP, os réus podem recorrer à decisão em liberdade, pois não foi solicitada a prisão cautelar.

O Diário tentou contato com as defesas dos citados nesta reportagem para obter seus respectivos posicionamentos sobre a decisão da Justiça e sobre o caso, mas não obteve retorno até o presente momento. A reportagem segue aberta para uma eventual manifestação.

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