Itaquaquecetuba tem morte suspeita de intoxicação por metanol, diz prefeito
Além da possível morte por metanol, Boigues afirmou que outra pessoa foi atendida na UPA com sintomas compatíveis, totalizando dois casos
03/10/2025 09h25, Atualizado há 6 meses
Informação foi divulgada pelo prefeito Eduardo Boigues (PL) em um vídeo publicado nas redes sociais | Foto: Reprodução
Itaquaquecetuba é a primeira cidade do Alto Tietê a registrar dois possíveis casos de intoxicação por metanol. Uma morte está em investigação e outra pessoa deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, nesta quinta-feira (2), com sintomas compatíveis.
Assista:
A informação foi divulgada pelo prefeito Eduardo Boigues (PL) em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ele, o primeiro caso foi de uma vítima que morreu no dia 24 de setembro no Hospital Santa Marcelina. O laudo deve apontar se a causa do óbito foi por intoxicação. O segundo paciente apresentou sintomas e foi atendido na UPA da cidade.
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No vídeo, o prefeito fez um apelo para que a população evite consumir bebidas suspeitas. “Agora é hora de segurar a vontade e preservar vidas”, afirmou Boigues.
O Diário procurou a Prefeitura de Itaquaquecetuba e a Secretaria de Estado da Saúde, e aguarda posicionamento. A reportagem também entrou em contato, no início desta semana, com as administrações das outras nove cidades do Alto Tietê, que informaram não ter registrado casos suspeitos até o momento.
O que dizem as secretarias?
A Secretaria de Saúde de Itaquaquecetuba informou, em nota, que acompanha dois casos suspeitos de intoxicação por metanol no município.
O primeiro paciente morreu no dia 23 de setembro no Hospital Geral de Itaquaquecetuba (HGI). O segundo deu entrada no Centro de Saúde 24h em 2 de outubro e, após atendimento inicial, foi transferido para o HGI, onde segue internado.
Segundo a prefeitura, foi criado um Gabinete de Gestão de Riscos e Crises para monitorar a situação e coordenar ações de prevenção. Os casos também serão analisados pelo Comitê de Óbito, responsável pela investigação clínica e epidemiológica.
Ainda de acordo com a administração municipal, uma força-tarefa de fiscalização será realizada pela Vigilância Sanitária em parceria com o Procon, a Secretaria de Segurança Urbana e a Fiscalização de Posturas para coibir a venda irregular de bebidas.
Já a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que os casos de intoxicação por metanol são notificados diretamente pelos municípios e que os números atualizados são divulgados diariamente no período da tarde.
A população pode fazer denúncias à Vigilância Sanitária pelo telefone (11) 4506-4180 ou à Guarda Civil Municipal (GCM) pelo 153.
Situação no estado de São Paulo
O Governo de São Paulo informou, nesta quarta-feira (1º), que seis pessoas morreram em todo o estado por suspeita de intoxicação por metanol. Uma dessas mortes foi confirmada por consumo de bebida adulterada. As outras cinco continuam em apuração.
No total, foram notificados 37 casos suspeitos. Dez deles já tiveram a presença de metanol confirmada em exames de sangue. Outros 27 seguem em investigação.
Desde o início das ocorrências, o governo do estado tem realizado reuniões com bares, restaurantes, hotéis e mercados para discutir medidas de prevenção. Na última terça-feira (30), foi criado um gabinete de crise para intensificar as ações de fiscalização.
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Sintomas
O alerta divulgado aos serviços de saúde do estado reforça que os sinais e sintomas costumam aparecer entre 6 e 24 horas após a ingestão e incluem:
- Sonolência;
- Tontura;
- Dor abdominal;
- Náuseas;
- Vômitos;
- Confusão mental;
- Taquicardia;
- Visão turva;
- Fotofobia;
- Convulsões;
- Acidose metabólica.
Nos casos mais graves, pode haver cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e comprometimento neurológico. Vale ressaltar que o paciente com quadro incomum após ingestão de bebida alcoólica deve ser avaliado imediatamente e realizar exames laboratoriais e avaliação oftalmológica.
- Matéria atualizada às 12:45