Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

MP pede inquérito policial para investigar caso de mãe e filha resgatadas de cárcere privado em Guararema

Objetivo é apurar todos os eventuais delitos que tenham sido cometidos contra as vítimas, segundo a promotoria

Por Fabricio Mello
23/05/2025 10h32, Atualizado há 12 meses

Ministério Público de São Paulo | Divulgação/MPSP

A Promotoria de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou, por meio de nota na tarde desta quinta-feira (22), que requisitou a instauração de um inquérito policial para apurar o caso de duas mulheres, mãe e filha, que eram mantidas em cárcere privado em Guararema. Ainda de acordo com o MP, o objetivo é investigar “todos os delitos, seja cárcere privado, crime sexual, violência psicológica e/ou outros”.

O caso foi divulgado pela promotoria na quarta-feira (21). Segundo o MP, tanto a mãe quanto a filha sofrem de deficiência intelectual e teriam um homem – companheiro de uma e pai da outra – como responsável pelo seu cuidado. Entretanto, ele manteria as vítimas em uma relação de “extrema subordinação”, não permitindo que elas tivessem acesso à saneamento, serviços de saúde ou de assistência social.

Nas palavras da promotora Ana Paula Grossi, que atuou no caso, a situação das vítimas dava a entender que elas viviam “na idade da pedra”.

A Prefeitura de Guararema confirmou que tentou intervir na situação, mas o suposto responsável pela mãe e filha impedia que os agentes chegassem ao local ou prestassem o atendimento. Por conta disso, o MP foi acionado e a promotoria entrou com uma medida protetiva para que as vítimas fossem retiradas do local.

“Quando me narraram verifiquei se tratava da prática de diversas formas de violência doméstica, até cárcere privado. Pedi uma protetiva no mesmo dia, a equipe de assistência foi cumprir com a decisão na mão, resgataram elas e as levaram para o hospital para se higienizarem e tomarem os primeiros cuidados. Estavam há meses sem banho e com a mesma roupa, tinham bichos mortos nos cabelos”, conta a promotora Grossi.

No local também foram identificados indícios de diversas foram de direitos humanos, inclusive de crime sexual, segundo relatado pela promotoria do MP.

Depois do resgate, elas foram levadas a uma entidade de acolhimento de vítimas de violência doméstica em Mogi das Cruzes, onde ficaram até a liminar garantir a permanência de ambas em uma residência inclusiva.

Mais noticias

NR-1: empresas terão que monitorar riscos à saúde mental de funcionários

6 direitos do candidato no Enem que podem fazer diferença no dia da prova

Suzano Vôlei confirma retorno do oposto Paulão, ex-integrante da base do clube

Veja Também