PF faz operação contra grupo ligado à lavagem de dinheiro em Ferraz de Vasconcelos e outras 5 cidades
Lavagem de dinheiro acontecia através da movimentação de criptoativos, segundo a PF; montante alcançado pelo grupo chegou a mais de R$ 39 milhões
21/01/2026 11h06, Atualizado há 3 meses
Polícia Federal | Divulgação/PF
A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (21), sete mandados de busca e apreensão e prisão temporária em Ferraz de Vasconcelos e outras cidades de São Paulo, Goiás e do Rio de Janeiro. As diligências acontecem dentro da Operação Narco Azimut, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com criptoativos.
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Além de Ferraz, no Alto Tietê, a 5ª Vara Federal em Santos expediu mandados para endereços em Santos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, em São Paulo; em Armação de Búzios, no Rio de Janeiro; e em Goiânia, em Goiás.
A Operação Narco Azimut acontece em decorrência de investigações relacionadas aos desdobramentos das ações promovidas durante a Operação Narco Bet. Segundo a PF, a operação demonstrou a constituição de uma associação criminosa estruturada, voltada à movimentação de grandes quantias em espécie, transferências bancárias e de criptoativos, tanto no território nacional quanto no exterior, visando à lavagem de capitais, inclusive decorrente dos fatos antes apurados.
O esquema investigado evidenciou que os envolvidos relacionados com apurações anteriores, com o apoio de outros indivíduos e suas empresas, se utilizavam de um sistema orquestrado para a movimentação de criptoativos, o transporte de valores interestadual, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repassasses, dentre outras atividades que a princípio permitiram a verificação da movimentação de grandes quantias, alcançando um montante superior a R$ 39 milhões.
Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens dos investigados, bem como impostas restrições societárias em desfavor daqueles, tal como a proibição de movimentação empresarial, além da proibição de transferências de bens móveis e imóveis, adquiridos como produtos dos crimes investigados.
As investigações continuam, e os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, ocultação ou dissimulação de valores e de capitais (lavagem de dinheiro) e evasão de divisas.
Até momento, os mandados de prisões temporárias foram cumpridos, apreendidos diversos veículos, bem como numerário em espécie e outros documentos e equipamentos encontrados na posse dos investigados.