‘Sensação de pavor’, diz moradora de Ferraz que sofreu importunação sexual em trem da CPTM
Relato foi publicado nas redes sociais da vítima e, de acordo com ela, o caso ocorreu durante o embarque feito na Estação Brás, na capital paulista
16/05/2025 16h03, Atualizado há 7 meses
Trem da CPTM | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
“Na hora a minha sensação era de pavor“. Foram com essas palavras que uma moradora de Ferraz de Vasconcelos descreveu um episódio de importunação sofrido na última quarta-feira (14/5), enquanto seguia viagem dentro de um trem da Linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O relato foi publicado nas redes sociais da vítima e, de acordo com ela, o caso ocorreu durante o embarque feito na Estação Brás, na capital paulista, ao voltar do trabalho. Ainda de acordo com a descrição, o suspeito teria tocado suas partes íntimas pouco tempo após a partida do trem.
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Ela conta que, após perceber o contato, se afastou do homem, que retraiu o braço. O movimento, de acordo com a vítima, a fez pensar que a situação foi um incidente, devido ao grande número de passageiros no vagão. No entanto, após se afastar, ela afirma que o suspeito começou a tocar o próprio órgão genital.
“Eu não consegui gritar, eu não consegui fazer nada. Eu tive muito medo e muita insegurança. Ao mesmo tempo que meu pensamento era ‘grita’, eu lembrei de um passado que vivenciei no trem, em que uma menina gritou que o cara estava passando a mão nela e o vagão todo ficou contra.
Na hora o choro dela passou pela minha cabeça e eu pensei: ‘e se eu gritar e não acreditarem em mim?’. Na hora a minha sensação era de pavor”, relatou a jovem.
A vítima contou que o homem realizou os gestos obscenos da Estação Brás até a Estação Itaquera. Ela disse, ainda, que contatou o namorado e enviou um vídeo do momento de importunação sexual, além de uma foto do suspeito.
O companheiro, por sua vez, acionou a CPTM, que atendeu a vítima na Estação Ferraz de Vasconcelos, mas, segundo ela, o homem desembarcou antes, na Estação Guaianases, ao notar que a vítima o fotografou.
Em nota, a CPTM lamentou o ocorrido e informou que a mulher recebeu apoio dos agentes na Estação Ferraz de Vasconcelos. A companhia afirmou, ainda, que a mulher foi orientada, porém, dispensou encaminhamento à unidade policial.
Em entrevista à TV Cenário, a vítima afirmou que registrou o Boletim de Ocorrência on-line, mas que, apesar disso, o delegado de Ferraz de Vasconcelos entrou em contato para que ela realizasse a denúncia presencialmente.
Em relação ao suporte às vítimas, a CPTM destacou que os trens e estações possuem câmeras de monitoramento que podem auxiliar na identificação do autor, para ser abordado quando tentar entrar no sistema novamente. Disse, ainda, que oferece atendimento humanizado e com privacidade a mulheres vítimas de violência ou importunação sexual nos trens e estações da empresa.
Em nota, a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo (SSP-SP), informou que as investigações seguem sob sigilo no 1º Distrito Policial de Ferraz de Vasconcelos. De acordo com a pasta, a vítima foi ouvida pela autoridade policial, que prossegue com diligências para identificar o autor do crime e esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Geovanna Albuquerque é estagiária e escreveu esta matéria sob supervisão da Edição de O Diário