Centro de Vigilância Sanitária adia para fevereiro de 2027 regra que proíbe bisnagas com molhos em estabelecimentos de São Paulo
Mudança visa permitir que bares, restaurantes e outro estabelecimentos tenham mais tempo para se adequar às exigências
05/10/2026 16h14, Atualizado há 2 horas
CVS cita que proibição do fornecimento de bisnagas tem como objetivo evitar a contaminação cruzada | Foto: Reprodução/Pexels
O Centro de Vigilância Sanitária (CVS), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Saúde (SES), adiou para fevereiro de 2027 a norma que proíbe a utilização de bisnagas com molhos em estabelecimentos de São Paulo. A mudança foi publicada nesta segunda-feira (5), por meio da Portaria nº 9/2026.
A proibição, estabelecida pela Portaria CVS nº 3/2026, publicada em 3 de julho, começaria a valer no domingo (4). Com a alteração, a entrada em vigor foi adiada para permitir que os comércios envolvidos tenham mais tempo para se adequar às novas exigências, segundo o CVS.
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Como justificativa, o órgão cita a amplitude e a complexidade das alterações estabelecidas pela nova regulamentação, além da diversidade de estabelecimentos impactados.
Segundo o órgão, a proibição do fornecimento de molhos em bisnagas em bares, restaurantes e outros estabelecimentos tem como objetivo evitar a contaminação cruzada pelo contato da extremidade dos recipientes com alimentos já mordidos pelos consumidores durante a aplicação dos molhos e temperos. A medida estabelece que os condimentos deverão ser fornecidos de forma individual, como sachês ou outros recipientes e não mais em bisnagas.
A proibição faz parte de uma série de mudanças nas boas práticas alimentícias estabelecidas pelo CVS. Além dos condimentos individuais, a regulamentação também envolve pontos estruturais, operacionais e documentais, incluindo, entre outros aspectos, novos critérios de acidificação, tempo e temperatura para a conservação do arroz utilizado na gastronomia asiática.
Durante o período que antecede a aplicação da norma, o CVS informou que realizará as ações necessárias para colocar as novas regras em prática e orientará os estabelecimentos sobre as mudanças. O órgão também afirmou que atuará em conjunto com os integrantes do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária (Sevisa).