Eduardo Bolsonaro propõe trocar Pix por sistema americano Zelle
Eduardo também sugeriu que o Brasil negociasse terras raras e o manganês como forma de "segurar" as retaliações sobre o meios de pagamento
04/06/2026 12h38, Atualizado há 0 horas
Eduardo Bolsonaro | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) criticar o Pix e propor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) comentou que o Brasil poderia colocar o sistema em negociação com os EUA e até trocá-lo pelo Zelle, sistema de pagamentos americano semelhante. A declaração foi dada nesta quarta-feira (3), em entrevista ao TCM News.
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“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, disse Eduardo.
A alternativa americana proposta por Eduardo, entretanto, tem menos funcionalidades e um alcance mais limitado que o Pix. A compensação financeira, por exemplo, leva alguns minutos para ser concluída no caso do Zelle, que também não é aceito por todos os bancos americanos.
1º suplente de André do Prado (PL) na disputa por uma vaga no Senado, Eduardo também sugeriu, durante a entrevista, que o Brasil utilizasse terras raras e o manganês como formas de negociação com os EUA. A ideia, segundo ele, seria “segurar um ímpeto de retaliação sobre qualquer meio de pagamento” que o Brasil utilize.
Taxação de 25%
No relatório do USTR, o escritório diz que políticas e práticas do Brasil são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. Por conta disso, foi proposta uma taxação punitiva de 25% sobre produtos brasileiros, com algumas exceções como carnes, frutas e petróleo bruto.
O relatório foi publicado após um processo iniciado no ano passado. A investigação do USTR avaliou práticas nas áreas de comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, como o Pix; concessão de tarifas preferenciais; proteção de propriedade intelectual; combate à corrupção; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.
O USTR afirma que, nesses pontos, há prejuízo para empresas e exportações dos EUA. Como consequência, o governo americano abriu consulta pública sobre possíveis medidas corretivas e chegou na proposta de taxar os produtos brasileiros em 25%.