Greve dos aeronautas provoca atraso em voos nos aeroportos de São Paulo e Rio
Pilotos e comissários iniciaram nesta segunda-feira (19) greve anunciada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) – os trabalhadores irão paralisar as atividades os dias entre as 6h e 8h. A categoria rejeitou em votação virtual realizada no fim de semana a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Entre os 5,7 mil votantes, 76,4% rejeitaram […]
19/12/2022 10h02, Atualizado há 41 meses
Pilotos e comissários iniciaram nesta segunda-feira (19) greve anunciada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) – os trabalhadores irão paralisar as atividades os dias entre as 6h e 8h. A categoria rejeitou em votação virtual realizada no fim de semana a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Entre os 5,7 mil votantes, 76,4% rejeitaram o oferecido pela mediação do tribunal. Já foram registrados atrasos em voos nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O movimento deverá provocar efeitos nas partidas programadas para os dias seguintes.
Uma proposta apresentada pelo vice-presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, prevê reposição de 100% da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,5%. Os percentuais incidem sobre os salários fixos e variáveis.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Henrique Hacklaender, orientou aos tripulantes que compareçam aos aeroportos, mas que não façam decolagens entre as 6h e 8h.
A greve está prevista para ocorrer em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza.
Hacklaender destacou que além do ganho real sobre os salários, a categoria quer melhores condições de descanso. Os trabalhadores reivindicam pontos como a proibição de alteração dos dias de folga e o cumprimento dos limites já fixados do tempo em solo entre etapas de voos. “É óbvio que um tripulante cansado e mal remunerado pode representar um risco à aviação”, ressaltou o presidente do sindicato ao comunicar o resultado da votação da categoria.
Liminar
Na sexta-feira (16), a ministra do TST Maria Cristina Peduzzi determinou que deve ser garantido o mínimo de 90% de pilotos e comissários em serviço durante a greve. A decisão foi motivada por uma ação do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea).
Na decisão, a ministra negou o reconhecimento da abusividade da grave, mas determinou que deve ser mantido percentual mínimo de aeronautas em serviço.