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Magnatas russos voltam a condenar ataques da Rússia contra a Ucrânia

À medida que os Estados Unidos e países da Europa aumentam as sanções contra a Rússia, inclusive com a promessa de confiscar iates, jatos particulares e mansões dos mais ricos,  oligarcas antes leais ao presidente Vladimir Putin voltaram a se manifestar contra a invasão da Ucrânia. Os bilionários russos Petr Aven e Mikhail Fridman pediram […]

Por O Diário
03/03/2022 14h07, Atualizado há 52 meses

À medida que os Estados Unidos e países da Europa aumentam as sanções contra a Rússia, inclusive com a promessa de confiscar iates, jatos particulares e mansões dos mais ricos,  oligarcas antes leais ao presidente Vladimir Putin voltaram a se manifestar contra a invasão da Ucrânia.

Os bilionários russos Petr Aven e Mikhail Fridman pediram à Rússia que encerre a guerra, tornando-se os primeiros oligarcas a apelar diretamente a Moscou para que pare de atacar seu vizinho. 

 “Estamos totalmente claros: a Rússia deve acabar com essa guerra agora”, disseram eles em um comunicado ao qual a agência  Bloomberg teve acesso. “A cada novo dia, estamos novamente profundamente chocados e tristes com a terrível destruição enfrentada pela Ucrânia e pelos ucranianos, muitos dos quais são nossos amigos e parentes.” 

Eles pararam de criticar Putin, mas se manifestaram mais fortemente contra as ações da Rússia do que anteriormente.

Fridman, que nasceu na Ucrânia, foi um dos primeiros magnatas russos a se manifestar contra as ordens de invasão de Vladimir Putin, pedindo o “fim do derramamento de sangue” no país. 

“Eu sou muito apegado aos povos russo e ucraniano e vejo o atual conflito como uma tragédia para os dois lados”, afirmou. “Essa crise vai custar vidas e destruir duas nações que foram irmãs por centenas de anos. Enquanto uma solução parece assustadoramente longe, eu posso apenas me juntar aos que desejam fervorosamente que o derramamento de sangue acabe”, concluiu a carta, antecipada pelo jornal Financial Times. 

Ele é presidente do conselho do Alfa Group, um conglomerado privado que atua principalmente na Rússia e em ex-repúblicas soviéticas, que atua nos setores de bancos, seguros, varejo e produção de água mineral. Sua fortuna é avaliada em US$ 11,4 bilhões, se acordo com o índice de bilionários da Bloomberg. 

Ele também é presidente do conselho do Alfa Bank, a quarta maior firma de serviços financeiros da Rússia e o maior banco do setor privado. 

Aven, por sua vez, é empresário e economista. Ele dirige o Alfa Bank.  A instituição foi atingida na semana passada por sanções que vão impedir que ela levante recursos por meio do mercado americano.

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