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Moto por app: capacetes compartilhados podem causar doenças dermatológicas e respiratórias

Segundo dados, mais de 30 milhões de corridas de moto por aplicativos são registradas por dia no mundo inteiro

Por O Diário
16/07/2025 17h03, Atualizado há 6 meses

No Brasil, cerca de 10 a 11 milhões de pessoas utilizam motos como meio de transporte todos os dias, especialmente em regiões onde o mototáxi e as motos por aplicativo são uma alternativa comum de mobilidade urbana. Com isso, o uso de capacetes compartilhados se tornou comum entre passageiros em muitas cidades. Apesar da praticidade, o hábito representa possíveis riscos invisíveis à saúde, especialmente em relação à pele e ao sistema respiratório.

Sem a devida higienização, o acessório compartilhado pode provocar reações cutâneas, alergias e infecções. O calor e o suor acumulado já são suficientes para causar irritações, mesmo diante de um curto espaço de tempo. A combinação entre umidade, resíduos de pele e ambiente abafado favorece a proliferação de micro-organismos.

Entre as doenças mais comuns associadas ao uso coletivo estão infecções fúngicas no couro cabeludo, foliculites bacterianas, pediculose (piolhos) e impetigo, uma infecção superficial da pele. Essas condições podem surgir poucos dias após o contato com capacetes contaminados, especialmente em pessoas com pele sensível ou baixa imunidade.

De acordo com o dermatologista Diogo Pazzini, da Hapvida, o ambiente quente e abafado dentro do capacete, somado à umidade, favorece o surgimento de espinhas, cravos, irritações, descamação e pode agravar quadros como a dermatite seborreica. O problema é ainda mais frequente em regiões de clima quente e úmido.

“Fungos e bactérias podem sobreviver dias ou até semanas no interior de capacetes mal higienizados. Eles se alimentam de células mortas e sujeira acumulada, o que torna o ambiente perfeito para sua multiplicação”, explica Pazzini.

Sintomas e recomendações

Coceira, irritação, espinhas, descamação, queda de cabelo localizada, tosse, espirros e dor de garganta são sintomas que não devem ser ignorados. O atendimento médico especializado ajuda a identificar precocemente possíveis infecções e evitar complicações. Com diagnóstico rápido, o tratamento se torna mais simples e eficaz, seja ele tópico, oral ou preventivo.

Entre as recomendações preventivas estão o uso de toucas ou bandanas por baixo do capacete, higienização com álcool 70% ou antissépticos, exposição ao sol e, sempre que possível, evitar o compartilhamento. Caso não haja alternativa, é fundamental observar possíveis sinais de alerta.

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