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Sobe para 31 o número de mortos por chuvas no estado de SP

As chuvas que atingiram o estado de São Paulo nos últimos dias deixaram 31 mortos, segundo dados divulgados pela Defesa Civil nesta quinta-feira. Entre as vítimas há oito crianças, incluindo um bebê de três meses. Há também14 feridos e cinco desaparecidos. Além do rastro de destruição, as chuvas deixaram 5.548 famílias desabrigadas ou desalojadas. São […]

Por O Diário
04/02/2022 09h33, Atualizado há 57 meses

As chuvas que atingiram o estado de São Paulo nos últimos dias deixaram 31 mortos, segundo dados divulgados pela Defesa Civil nesta quinta-feira. Entre as vítimas há oito crianças, incluindo um bebê de três meses. Há também14 feridos e cinco desaparecidos.

Além do rastro de destruição, as chuvas deixaram 5.548 famílias desabrigadas ou desalojadas. São pessoas que vivem em habitações muitas vezes precárias, construídas próximo a encostas e barrancos e que podem desabar com chuvas e deslizamentos. Atualmente morando em abrigos ou casa de conhecidos, esses vizinhos do deslizamento convivem com o medo de voltar para as suas casas, localizadas em áreas de risco.

O maior número de mortos foi na cidade de Franco da Rocha (SP), onde os deslizamentos deixaram 15 vítimas. Os últimos corpos encontrados foram de um homem e de uma criança cujos nomes ainda não foram divulgados. Na quarta-feira, o Corpo de Bombeiros também localizou um casal de gêmeos de 16 anos e o avô deles, de 82.

De acordo com a Defesa Civil, há ocorrências relacionadas às chuvas espalhadas por todo estado, incluindo alagamentos, queda de árvores, quedas de muros e deslizamentos de terra. No total, são 37 municípios afetados.

O município de Várzea Paulista contabilizou até agora cinco mortos, seguido de Francisco Morato, com quatro óbitos. A cidade, visitada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na terça-feira, conseguiu acelerar o trabalho de buscas após receber duas máquinas retroescavadeiras e sete caminhões emprestados pelo prefeito de Santo André (SP), Paulo Serra (PSDB).

Também registraram mortos as cidades de Itapevi (1), Arujá (1), Embu das Artes (3), Jaú (1) e Ribeirão Preto (1).

Cratera da Marginal 

Após tapar com rochas e concreto o buraco aberto em uma obra da Linha 6-Laranja do Metrô, o governo de São Paulo deve começar a drenar o esgoto que vazou após rompimento de uma galeria que passa sob o rio. Será necessário bombear 170 milhões de litros de esgoto, numa “estimativa inicial”, segundo a Companhia de Saneamento Básico do estado (Sabesp). O volume é suficiente para encher 68 piscinas olímpicas.

De acordo com a Federação Internacional de Natação (FINA), são necessários cerca de 2,5 milhões de litros de água para encher a chamada piscina longa, com 50 metros de comprimento por 25 de largura, como as usadas nos Jogos Olímpicos.

As bombas para drenar o esgoto começaram a funcionar já nesta quinta-feira e transportarão o material para o coletor localizado na margem oposta do Rio Tietê. Todo o esgoto será encaminhado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto Barueri, na Grande São Paulo.

Na terça-feira (1º), a galeria ITi-7 rompeu, causando um vazamento de esgoto que provocou uma cratera na Marginal Tietê, uma via de trânsito rápido que atravessa a cidade de São Paulo e liga algumas das principais rodovias que chegam à capital paulista. Com 7,5 km de extensão, o ITi-7 foi inaugurado em 2020 e passa por baixo da marginal. Ele atende 2,2 milhões de pessoas na região central do município, segundo a Sabesp.

Especialistas afirmam que o rompimento pode ter sido causado pela trepidação do solo provocada pela tuneladora, uma máquina conhecida como “tatuzão” utilizada para fazer os túneis do metrô.

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