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Vigília e risco de fuga motivaram pedido de prisão de Jair Bolsonaro

De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, o ato poderia gerar desordem e até abrir brecha para “possível tentativa de fuga”

Por O Diário
22/11/2025 09h27, Atualizado há 6 meses

Alexandre de Moraes | Gustavo Moreno STF

A ordem de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi executada neste sábado (22) após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada em razão da convocação de uma vigília marcada para ocorrer nas imediações da casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

De acordo com Moraes, o ato poderia gerar desordem e até abrir brecha para “possível tentativa de fuga”. O ministro também relatou que, durante a madrugada, o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal registrou uma violação no equipamento de monitoramento eletrônico usado por Bolsonaro. Segundo o despacho, haveria indícios de que o ex-presidente pretendia romper a tornozeleira eletrônica, aproveitando-se da movimentação provocada pela manifestação organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão estabelece ainda que Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23), realizada por videoconferência na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Moraes determinou também que o ex-presidente tenha acesso a atendimento médico contínuo.

Quanto às visitas, o ministro decidiu que qualquer acesso ao local onde Bolsonaro está preso deverá ser previamente autorizado pelo STF — com exceção de advogados e profissionais de saúde responsáveis por seu acompanhamento clínico.

O documento também menciona que o risco de fuga é reforçado por informações de que Alexandre Rodrigues Ramagem, condenado no mesmo processo, deixou o país para evitar o cumprimento da pena e estaria atualmente em Miami, nos Estados Unidos.

A vigília prevista para este sábado foi convocada pelo senador Flávio Bolsonaro pelas redes sociais, um dia após a condenação do ex-presidente. Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em decorrência do descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com autoridades estrangeiras e de usar redes sociais direta ou indiretamente.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo referente ao chamado Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro — assim como os demais réus — pode começar a cumprir a pena em regime fechado nas próximas semanas.

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