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Dedo em gatilho: ortopedista do Imot fala sobre doença que atinge flexores dos dedos

Ortopedista especialista em Mão do Imot explica os sintomas e tratamento da tenossinovite estenosante dos flexores dos dedos.

3 de julho de 2024

Tenossinovite estenosante dos flexores dos dedos | Divulgação

Reportagem de: Especial AGFE

Ortopedista especialista em Mão do Imot fala sobre

A tenossinovite estenosante dos flexores dos dedos, também conhecida como dedo em gatilho, é considerada uma doença idiopática, o que significa que sua causa exata não é conhecida. Embora existam fatores de risco associados ao seu surgimento, não há uma causa única e específica que possa ser atribuída a todos os casos.

Ela é uma condição em que um ou mais tendões flexores dos dedos ficam inflamados e presos pelas estruturas chamadas polias, que envolvem esses tendões e permitem com que a flexão dos dedos ocorra de uma forma mais efetiva.

A inflamação dessas polias, principalmente da polia A1, resulta em dificuldade ou incapacidade de mover o dedo afetado. Na maioria dos casos, na flexão do dedo acometido ocorre seu travamento, causando muita dor ao realizar a extensão do mesmo. Tem-se o nome dedo em gatilho, pela semelhança que ao estender o dedo afetado, ela ocorre lentamente no início do movimento e de repente esse movimento é acelerado e sente-se e muitas vezes escuta-se um estralido.

Prevalência

  • O dedo em gatilho é uma condição relativamente comum, afetando cerca de 2% da população em geral;
  • É mais comum em mulheres do que em homens;
  • A faixa etária mais comumente afetada é entre 40 e 60 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade.

Fatores de risco

  • Idade avançada: O risco de desenvolver dedo em gatilho aumenta com a idade;
  • Sexo feminino: As mulheres têm maior probabilidade de desenvolver essa condição;
  • Relacionada com doenças sistemicas: está associado a condições como artrite reumatoide, diabetes, hipotireoidismo e acromegalia;
  • Trauma na altura da polia A1.

Tratamentos

  • Repouso e imobilização: O médico pode recomendar repouso e imobilização do dedo afetado para permitir a cicatrização do tendão;
  • Medicamentos: Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser prescritos para reduzir a inflamação e aliviar a dor;
  • Terapia ocupacional ou Fisioterapia: Exercícios de alongamento e fortalecimento podem ser recomendados para melhorar a mobilidade e a função do dedo;
  • Injeções de corticosteroides: Injeções de corticosteroides podem ser administradas diretamente na área afetada para reduzir a inflamação e aliviar os sintomas. Na literatura, ela é indicada até o 3º ou 4º mês de início dos sintomas, após esse período, a chance de ter um resultado transitório é muito alta.

Cirurgia

  • Caso os tratamentos conservadores não sejam eficazes, a cirurgia pode ser considerada;
  • Durante a cirurgia, o médico fará a abertura completa da polia doente para liberar a tensão e permitir que o tendão se mova suavemente. Cirurgia rápida e definitiva para o problema.

Pós-operatório
O pós-operatório do dedo em gatilho geralmente envolve alguns cuidados específicos para garantir uma recuperação adequada.

  1. Curativo: É importante manter o curativo limpo e seco, de preferência não mexer até a consulta de retorno pos operatório;
  2. Repouso e elevação: É recomendado descansar o dedo operado e manter a mão elevada, com uso de tipoia, para reduzir o inchaço. Tente evitar atividades que exijam movimentos repetitivos ou que possam estressar o dedo, pelo menos nas primeiras semanas após a cirurgia;
  3. Medicamentos: analgésicos ou anti-inflamatórios para controlar a dor e o inchaço;
  4. Fisioterapia ou terapia ocupacional: alongamentos, movimentos suaves de flexão e extensão do dedo, bem como fortalecimento gradual dos músculos da mão. E deverá ser realizada até uma amplitude de movimento adequada para o dedo afetado.

Está com algum dos sintomas, procure o Imot para realizar uma consulta.

O IMOT é um dos maiores institutos especializados em Ortopedia e Traumatologia do Brasil. Atualmente conta com duas unidades, nas cidades de Mogi das Cruzes e Suzano, na Grande SP, com pronto atendimento, consultas, fisioterapia, hidroterapia e diversos tratamentos especializados. O pronto atendimento funciona todos os dias na unidade mogiana, das 8h às 22h.   A unidade de Mogi conta ainda com o Imot Care, um andar inteiro pensado para tratamento e prevenção de fraturas e contusões, além de 11 especialidades médicas em diferentes áreas. Já a Imot Move Saúde é uma clínica do movimento e promoção de saúde, que atende no 2º andar do prédio. Para mais informações, acesse o site do Imot.

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