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Liberação pelo CFM do Plasma Rico em Plaquetas representa avanço na Medicina Regenerativa, avalia ortopedista do Imot

Doutor Marcos Antonio Nali destaca que PRP é consolidado há mais de duas décadas fora do Brasil e, combinado com o ácido hialurônico, tem resultados importantes no tratamento ortopédico

Por Especial AGFE
24/07/2026 17h38, Atualizado há 0 horas

Plasma Rico em Plaquetas é obtido direto do sangue | Divulgação

O tratamento ortopédico no Brasil ganha um aliado de peso com a recente regulamentação do uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). No cenário internacional, a terapia já é consolidada há mais de duas décadas, acumulando resultados expressivos na redução de processos inflamatórios, no manejo da dor e na regeneração de tecidos.

O procedimento para a obtenção do PRP é simples e seguro: por meio de uma punção em uma veia periférica (como a do braço) para a coleta do sangue, que é inserido em tubos específicos e submetido a um processo de centrifugação. Esse protocolo separa os componentes sanguíneos, isolando uma alta concentração de plaquetas. Essas plaquetas são aplicadas na região lesionada, fazendo com que a alta densidade celular libere fatores de crescimento que acelerem e otimizem a cicatrização.

Pesquisas científicas já comprovam a eficácia isolada do PRP e do ácido hialurônico na recuperação de músculos, tendões, ligamentos e cartilagens. No entanto, é a associação dos dois que gera um efeito sinérgico poderoso: um potencializa a ação do outro, maximizando os resultados clínicos.

Na medicina ortobiológica, que utiliza substâncias produzidas pelo próprio organismo do paciente, o alvo terapêutico ideal gira em torno da aplicação de aproximadamente cinco bilhões de células na área afetada. No caso da artrose de joelho, minha principal especialidade, o protocolo padrão consiste em três aplicações, realizadas com intervalos mensais.

É fundamental esclarecer que o uso do PRP, do ácido hialurônico e de outros ortobiológicos não representa a cura definitiva da patologia. Ainda utilizando a artrose de joelho como modelo, essas terapias têm o papel de retardar a progressão da doença e postergar a necessidade de intervenção cirúrgica, mas não a anulam em casos avançados.

A colocação de prótese continua como a última etapa da linha de cuidado. Portanto, o PRP e a ortobiologia consolidam-se como ferramentas estratégicas de transição, oferecendo qualidade de vida, longevidade articular e uma nova perspectiva para a medicina regenerativa nacional.

Sobre o Imot
Fundado em 1976, o Imot é um dos maiores institutos especializados em ortopedia e traumatologia do Brasil, com pronto atendimento diariamente na unidade de Mogi das Cruzes, consultas, fisioterapia e diversos tratamentos especializados, além da Imot Care, com cuidados inter e multidisciplinares, e o Imot MovSaúde, com serviços exclusivos e inovadores.

O Imot fica na rua Otto Unger, 433, Centro, Mogi das Cruzes. Mais informações: telefone (11) 4728-3420, no site e redes sociais (@clinicaimot). Em Suzano, o endereço é rua Augusta Aparecida Carvalho Morais, 250 Jardim Santa Helena. Telefone (11) 4741-3333.

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