Ortopedista do Imot detalha as indicações da Medicina Regenerativa
Doutor Marcos Antonio Nali destaca que a técnica é reparadora, por isso deve-se levar em conta a indicação da cirurgia em casos mais graves
31/07/2026 16h15, Atualizado há 0 horas
Ortobiológicos podem ser usados em diversos tipos de tratamento | Divulgação

Nos últimos anos, a medicina assistiu a um avanço importante com o surgimento dos chamados ortobiológicos — substâncias derivadas do próprio organismo do paciente que são manipuladas e aplicadas para tratar lesões de forma menos invasiva, chamada de Medicina Regenerativa. No entanto, quando trazemos essa ciência para o consultório e para a realidade da artrose, por exemplo, precisamos fazer um alinhamento de expectativas: o termo mais correto e honesto seria Medicina Reparadora.
A verdade científica, longe dos milagres anunciados diariamente nas mídias sociais, é clara: não existe regeneração de cartilagem. Quando realizamos um procedimento como o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) no quadril ou no joelho, o objetivo não é criar um tecido novo. Promessas no Instagram de que “você nunca mais precisará operar” ou que “sua artrose vai sumir” são ilusões.
O que os ortobiológicos fazem, de fato, é melhorar a homeostase da articulação. Eles atuam reduzindo drasticamente a inflamação local e aliviando a dor. O joelho passa a funcionar melhor não porque ganhou uma nova cartilagem, mas porque o ambiente interno da articulação foi reparado e equilibrado.
A artrose é uma doença crônica e progressiva; ela não retrocede. Diante disso, o papel dos ortobiológicos não é a cura definitiva, mas sim retardar a necessidade de uma cirurgia.
No dia a dia clínico, costumo apresentar dois caminhos muito claros ao paciente. Primeiro a fim de amenizar o problema por meio de terapias como o ácido hialurônico e os ortobiológicos para controlar os sintomas e estender a vida útil da articulação natural. Já a segunda opção é resolver o problema por meio da cirurgia, com a colocação de prótese.
Os ortobiológicos surgiram exatamente para preencher o espaço e aumentar o período pré-prótese. Eles oferecem qualidade de vida e tempo. Porém, para casos de desgaste grave, a prótese continua sendo o ponto final da linha de tratamento.
Hoje, as próteses modernas possuem excelente durabilidade, alcançando 20 a 25 anos. Mas, justamente por terem um tempo de vida útil e por demandarem uma revisão complexa no futuro, evitar ou adiar a cirurgia em pacientes mais jovens é uma estratégia inteligente.
A nossa regra de ouro no Imot é de que quem indica o momento da cirurgia não é o médico, nem o exame de imagem, considerando que, muitas vezes, ele não bate com o nível de dor real, é o próprio paciente. Quando a dor impede a pessoa de ir ao supermercado, de passear no shopping ou de conviver com a família, a cirurgia deixa de ser uma opção e passa a ser a solução de liberdade.
Sobre o Imot
Fundado em 1976, o Imot é um dos maiores institutos especializados em ortopedia e traumatologia do Brasil, com pronto atendimento diariamente na unidade de Mogi das Cruzes, consultas, fisioterapia e diversos tratamentos especializados, além da Imot Care, com cuidados inter e multidisciplinares, e o Imot MovSaúde, com serviços exclusivos e inovadores.
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