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Alto Tietê registra terceira alta consecutiva nas exportações em 2024

Volume de vendas para o mercado externo é 5,9% maior que em 2023  

10 de abril de 2024

Terminal de containers | José Paulo Lacerda

Reportagem de: O Diário

O volume de exportações das indústrias do Alto Tietê avançou pelo terceiro mês consecutivo em 2024, alcançando US$ 272,5 milhões no primeiro trimestre do ano. O índice é 5,9% maior que as vendas externas do mesmo intervalo de 2023, quando US$ 257,3 milhões foram negociados. No período, os produtos mais comercializados pela região foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos.

Por outro lado, o nível de importação na área segue uma tendência de retração desde o início do ano. De janeiro a março, o Alto Tietê comprou US$ 334,5 milhões, cenário que apresenta uma queda de 24,7% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando as negociações foram de US$ 444,2 milhões.

“A redução das compras externas e o aumento das vendas apontam para o aquecimento da produção industrial regional. Uma das principais características do Alto Tietê é sua diversidade produtiva, o que colabora para um desempenho mais distribuído e amplo”, destacou o diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) Alto Tietê, José Francisco da Silva Caseiro.

Segundo informações contabilizadas pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), baseadas em dados das regionais do CIESP, o Alto Tietê teve o 21° melhor desempenho em exportação entre as 39 regionais do Estado.

Além da produção de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, que representaram 28,9% das vendas regionais, o papel e cartão apareceu com 19,9%, e as máquinas, aparelhos e materiais elétricos com 6,8%. Essas negociações aconteceram, principalmente, com os Estados Unidos (30,6%), a Argentina (11,3%) e o Paraguai (6,2%).

Já as importações do Alto Tietê se concentraram, em especial, na compra de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (23,3%), produtos farmacêuticos (17,4%), e veículos automóveis, tratores (9%). A maior parte dos produtos teve origem na China (17,4%), no Japão (14,9%) e nos Estados Unidos (10,9%). 

Analisando todo o Estado, as exportações alcançaram US$ 18.352 bilhões, uma alta de 9,4% em comparação com o mesmo período de 2023, quando o número atingiu US$ 16.779 bilhões. Assim como no Alto Tietê, São Paulo contabilizou retração no nível de importação saindo de US$ 18.016 bilhões para US$ 17.505 bilhões, uma redução de 2,8%.

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